YouTube é destacado em ação coletiva de Bitconnect

O site de compartilhamento de vídeos YouTube foi adicionado como réu em uma ação coletiva. Registrada em 3 de julho, o ato é relacionado ao colapso da BitConnect, uma plataforma de empréstimos em criptomoedas acusada de esquema fraude.

BitConnect – que possuía um token avaliado em mais de US$ 400 e uma plataforma de câmbio – foi fechada em janeiro de 2018, depois que investidores começaram a abrir processos judiciais por fraude. O token e a troca estão agora extintos.

Sobre o processo:

A ação acusa o YouTube de “falhar como um gatekeeper para proteger seus usuários”, permitindo que a BitConnect e suas afiliadas publicitem vídeos promocionais, apesar de numerosas listagens de vídeos dos youtubers explicando como a empresa era uma farsa .

“A plataforma permitiu que o BitConnect atingisse centenas de milhares de potenciais investidores, enquanto o YouTube estava ciente de que o BitConnect era uma farsa”, afirmou David Silver, fundador da empresa que entrou com a ação, contudo, por um e-mail para a CoinDesk.

O processo alega que as perdas pessoais do requerente totalizam quase US $ 1 milhão, afirmando que a BitConnect estava usando fraudulentamente títulos não registrados em um esquema de marketing multinível.

Os queixosos afirmam que as 10 principais afiliadas da BitConnect “publicaram mais de 70.000 horas de conteúdo não editado, gerando 58.000.000 de visualizações e atraindo centenas, se não centenas de milhares de vítimas”.

Em março, a Google, empresa controladora do YouTube, proibiu anúncios de criptomoedas e ofertas iniciais de moedas. Uma medida, inclusive, tomada por outras empresas (inclusive, como o Facebook). Portanto, os usuários que desejam minerar moedas digitais para revendê-las, estão preocupados com o fato de poder divulgá-las.

Em outro documento, o Google LLC discutiu esse assunto afirmando, contudo, que o YouTube “falhou como um gatekeeper, apenas por não proteger seus usuários e alerta-los sobre o dano que o site expôs ao evitar que seus protocolos de publicidade e algoritmos proprietários se perdessem”.

FONTE

Beatriz Flor

Beatriz Flor Autor

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