Sexo, Drogas e Bitcoin – Congresso dos EUA quer entender a “Criptoeconomia do submundo”

Muito se fala atualmente sobre a regulamentação do bitcoin, enquanto algumas pessoas defendem um conjunto de regras internacionais e outras uma intervenção estatal regional, outros investidores buscam pela livre-regulação.

Mas acontece que ainda há pouco conhecimento de como as criptomoedas influenciam a economia. E agora o congresso dos Estados Unidos aprovou uma lei para poder entender melhor como funciona a questão da “invisibilidade do usuário”, em relação ao tráfico de drogas e o turismo sexual, além de outras atividades ilegais.

A Criptoeconomia do submundo existe, mas até onde chega seu alcance?

Com o argumento de que o Bitcoin, Dash, Zcash, Monero e outras altcoins podem ser usadas em transações anônimas através da internet, os congressistas encomendaram um estudo sobre como o mercado online é utilizado para facilitar o tráfico de drogas e o sexo em solo americano.

O projeto conta com a influência de ambos os lados da casa e recebeu o nome de “Lei de Combate ao Tráfico e Ilegalidades nas Redes” em uma tradução livre para “Fight Illicit Networks and Detect” (FIND) de 2019 (HR 502).

Com base neste artigo, um estudo será realizado para definir ações regulatórias e legislativas que inicialmente impediriam as atividades ilegais, definindo punições e encontrando formas de monitorar a transferência das criptomoedas sem necessariamente violar a privacidade de investidores.

O relator Juan Vargas apelou ao congresso o seguinte:

“Se quisermos criar soluções regulatórias e legislativas efetivas para combater essas organizações criminosas transnacionais, precisamos estudar e analisar como as moedas virtuais e os mercados on-line são usados ​​para facilitar o sexo e o tráfico de drogas, para determinar a melhor maneira de eliminar seu uso”.

Em nota à imprensa, Vargas também informou outro ponto:

“Enquanto a evidência aponta para o crescimento das moedas virtuais como um método de pagamento para o sexo ilícito e tráfico de drogas, o verdadeiro alcance do problema e as possíveis soluções ainda são desconhecidas”.

Em conjunto com o projeto HR 502, os legisladores entraram em um acordo para aprovar o HR 56, com o objetivo de criar subsídios para aplicações e ideias que evitem especificamente o uso de criptomoedas na “Criptoeconomia do submundo”. A HR 56 também será responsável por iniciar uma força-tarefa interinstitucional, comandada pelo Secretário do Tesouro, que visa investigar comércio na web nesse contexto.

Fonte:
Cointelegraph

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Igor Seco Autor

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