Segurança do Blockchain está cada vez mais ameaçada

A descrição da tecnologia, desde seu surgimento, é a de um sistema seguro e confiável. Mas há um certo receio quanto a segurança do Blockchain. Que vem sendo desafiada cada vez mais.

Neste mês, a McAfee chegou a divulgar um relatório retratando uma outra realidade da segurança do Blockchain. Segundo a publicação, a empresa detalhou diversos riscos ligados as criptomoedas que usam a tecnologia. Com o crescimento significativo de sua demanda, o Blockchain vem tendo altos riscos de cibersegurança.

Algo que pode prejudicar o crescimento previsto pelo mercado. Segundo declarações, a tecnologia deve atingir US$9,6 bilhões nos próximos seis anos. Ainda que diversos setores tradicionais vem criando projetos para a utilização da mesma. A McAfee detectou atividades de criminosos contra a segurança do Blockchain em quatro vetores.

Esquemas de phishing, malware, exploração de implementações e vulnerabilidade. De acordo com a empresa, grande parte dos ataques dentro dessas vertentes exigem técnicas recentes. Sinal de que há uma evolução da parte dos criminosos quanto a tecnologia. Mas ainda sem demonstrações de evolução na parte de cibersegurança.

Junto com a segurança, o Blockchain cria a desconfiança graças a possibilidade de anonimidade. Isso gera uma tendência na multiplicação de mineradores mal-intencionados. A empresa chegou a divulgar dados justificando tal preocupação.

No primeiro trimestre de 2018, segundo os dados, ocorreu um crescimento de 629% de malwares de mineração. Isso resultou em ataques nos mercados de criptomoedas. No inicio do ano, mais de 260 mil investidores foram prejudicados depois da Coincheck sofrer um ataque. A exchange chegou a perder mais de US$500 milhões.

Os problemas da segurança do Blockchain

Com a intenção de melhorar cada vez mais a rapidez e a facilidade da tecnologia, a segurança acaba ficando em segundo plano.

“Em virtude da grande capacidade de agregar valor do blockchain e do enorme entusiasmo para implementá-lo, os criminosos cibernéticos buscarão todas as oportunidades possíveis para aproveitar-se de todas as vulnerabilidades técnicas e humanas nesse novo ecossistema de blockchain”, é o que diz o cientista-chefe da McAfee, Raj Samani.

E com a tecnologia sendo cada vez mais usada, a segurança tende a ser ainda mais prejudicada. Com mais valores sendo armazenados e com valores de troca sendo feitos através do Blockchain, as vulnerabilidades passam a ser ainda maiores.

Além da própria exigência do mercado na facilitação do uso ao invés da segurança, os usuários passam a ser o elo mais fraco do Blockchain. Isso é o que apresenta o texto publicado no IDGNOW. Devido ao conhecimento ainda mínimo do uso da tecnologia, a incapacidade de proteção a identidades e documentos, facilitam a vida dos mal intencionados.

E não só pelo conhecimento mínimo, mas também pela complexidade da tecnologia.

Outras questões

Por mais que na teoria os “contratos inteligentes” apresentam pontos significativos, na prática, a realidade é outra. Já que, caso haja facilidades em recuperar a chave de um administrador, é possível introduzir contratos falsos. Assim, torna-se possível acesso clandestino e iniciar transferências não autorizadas, por exemplo.

Existe também o fato de soluções comerciais serem lançadas em versões beta ou alfa, sem estarem finalizadas para o mundo corporativo. Nisso, sua empresa ou até mesmo você, pode correr o risco de utilizar uma Blockchain não testada. Ainda mais aberta a bugs e insegurança.

Uma outra observação é que, caso você esteja participando de um Blockchain gerenciado por um consórcio, é preciso realizar um exame detalhado de todos os procedimentos da organização. E separadamente, pelo motivo de não haver regulamentação aos consórcios.

A mineração também ameaça a segurança do Blockchain. Por estar hospedado em todo o mundo, abre ainda mais portas para ataques. A ameaça cresce especificamente quando o Blockchain é recente, e apresenta um número pequeno de nós. Nisso, facilita um grupo individual em dominar o sistema.

O que esperar do futuro da segurança do Blockchain?

Com essa atual situação da segurança do Blockchain, a tecnologia coloca em questionamentos sua precisão. Contudo, é importante ressaltar que a tecnologia não foi desenvolvida para privacidade, essencialmente falando. Mas sim, fornecer prova de autenticidade e prova de integridade, como apresenta o texto da LecNews.

O texto também diz que há discussões sobre criptografar os dados antes de registra-los no Blockchain. Mas, ainda cheio de incertezas em relação a direito de privacidade, essa não seria a melhor das soluções.

Neste ponto, não significa que a tecnologia não sirva como coletora de dados. E dando aos desenvolvedores a capacidade de realizarem uma avaliação sobre o impacto da privacidade, de um modo que dê para garantir que os dados não infrinjam as regulamentações.

FONTES

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