Redes sociais podem valorizar ainda mais o Bitcoin

Na última segunda-feira (25) foi divulgado que o Stevens Institute of Technology analisou que comentários e publicações em redes sociais podem aumentar o valor do Bitcoin em mais de dez vezes. Mas só daqueles de usuários menos frequentes.

Segundo a pesquisa, liderada pelo professor Feng Mai, publicações positivas de usuários pouco frequentes nas redes sociais mudaram os preços da criptomoeda. Para atingir os resultados, a equipe classificou comentários feitos sobre o Bitcoin entre positivos e negativos. Usando técnicas de linguagem natural.

Também chegaram a coletar dados de dois meses do Twitter. O que incluía mais de 3 milhões de comentários. Foi então comparada as mudanças no preço da criptomoeda com o que se dizia sobre ela. E perceberam as mudanças com as transformações de valores.

E do mesmo modo que os comentários podem afetar o preço, o valor do Bitcoin também pode afetar o sentimento em torno dele. Nisso, também foi levado em conta aumento e quedas diárias. “Este foi o primeiro achado estatístico robusto a verificar que as redes sociais estão vinculadas com os preços do Bitcoin. Pode ser intuitivo, mas o sentimento positivo muda os preços”, explica Mai.

Além de dividir entre os positivos negativos e positivos, também foram analisados os comentários dos usuários mais e menos frequentes. E descobriram que, ao invés, dos usuários direcionarem as mudanças de preço, ele mudava conforme eram feitos pelos usuários pouco constantes nas redes sociais.

“Os usuários vocais das mídias sociais podem às vezes ter uma certa agenda. Neste caso, estimulando ou aumentando o preço do Bitcoin, porque eles mesmos investiram nele (…) Então, se a maioria das mensagens sociais em torno do Bitcoin é gerada por pessoas que são tendenciosas, os sentimentos nas mídias sociais podem não refletir com precisão o valor real da moeda”, argumenta.

“A maioria silenciosa são os verdadeiros influenciadores na condução do valor do Bitcoin”, finaliza. O professor também afirma que os investidores reconhecem a situação.

O passado do Bitcoin nas redes sociais

No ano passado, já havia sido discutido sobre o assunto. “O Twitter está claramente assumindo a liderança como o lar de discussões relacionadas a novas tecnologias monetárias”, comentou Joe Gits, do Social Market Analytics, em 2017.

No mesmo ano, o diretor executivo da Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, abriu uma conta no Twitter. E deu uma mudada no mercado, depois de sugerir estar interessado na ideia do Bitcoin. Como é apresentado na tabela do Guia do Bitcoin, em julho de 2017, a valorização da criptomoeda cresceu junto com o volume de tweets.

O acontecido também entra na questão que vem sendo discutida por investidores. O futuro da criptomoeda já vem sendo analisado, e de forma nada positiva. Principalmente pela instabilidade de seu valor. Que, com essa análise realizada, pode prejudicar, ainda mais, a sua popularidade.

FONTES

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