Qual é o próximo passo do Blockchain?

Desde a evolução do Blockchain e o desenvolvimento da sua popularidade, cresce também a incógnita do que fazer para manter seu desempenho. Diversas organizações vem trabalhando para resolver esse enigma. E responder qual será o próximo passo do Blockchain.

Como cada novo registro no Blockchain precisa ser autenticado, futuramente pode prejudica-lo. Isso acontece porque com a natureza de cadeia, quanto mais ele cresce, mais lenta fica a atualização, chegando ao ponto de ser mais que a dos bancos tradicionais.

Atualmente, as maiores redes de Blockchain seguem o modelo do PoW (Protocolo Prova de Trabalho). Esse modelo exige que os servidores completem um problema matemático para autenticar novos blocos.

Na essência, os mecanismos do PoW são lentos, tanto que, o Bitcoin, precisa de dez minutos – em média – para realizar um novo registro. Mesmo que seu tamanho permitido seja de 1MB. Contudo, esse limite não existe na rede Ethereum, mas, nele só pode ser processado cerca de 20 transações por segundo.

Originalmente, nenhuma das duas redes foi criada para acumular grande quantidade de dados. Por este motivo, ao mesmo tempo que os registros aumentam, a computação e energia para suporte também. Dentre as soluções para resolver o problema, aumentar os blocos, criar validadores ou depositar um valor antes são algumas opções.

Próximo passo do Blockchain

Em 2017, a rede Ethereum iniciou a introdução de um mecanismo PoS (Protocolo de Prova de Participação) para sobrepor o potencial do PoW. De acordo com o professor associado do Departamento de Ciência da Computação da Carnegie Mellon University (CMU), Vipul Goyal, ainda existem desafios mais importantes para resolver antes de realizar essa troca.

Já neste ano, a Fundação Ethereum procurou resolver a incapacidade de escalar de maneira adequada. Para isso, eles chamaram desenvolvedores externos, que exploraram duas possíveis correções.

Uma delas seria através da Camada 2, que transfere os processos coletivos da rede para um Blockchain ou para outro banco de dados. Mas, ela ainda permite o registro do resultado final no Blockchain primário. Além disso, ela também aumentaria a eficiência transportando os processos mais comuns para fora da cadeia.

Isso manteria a segurança do Blockchain.

Sharding 

Uma outra solução está ligada também na substituição do PoS. No caso, seria adicionar o sharding, uma solução que divide os nós da rede em repartições. Isso permitiria que mais transações fossem processadas paralelamente, e ao mesmo tempo. Ele também não diminuiria a potência da segurança de um Blockchain.

A justificativa é que ele mantém como propriedade a descentralização e a segurança. Mas sua complexidade poderia atrasar um pouco esse próximo passo do Blockchain. Segundo o co-fundador da Ethereum, Joseph Lubin, não seria possível conseguir escalabilidade de forma instantânea.

No caso, usar essa solução seria apenas para um terceiro passo da mudança. “Eu acho que isso vai ser bem profundo. Mas as soluções da Camada 2 são um poderoso trampolim”, explicou.

Discutindo o futuro

Neste ano, chegaram a propor usar o Lightning Network como um protocolo de pagamento. Como feito em segunda camada, poderia permitir que tanto transações quanto microtransações ocorressem quase que instantaneamente em uma rede P2P (peer-to-peer) separada.

Durante a Rise, que ocorreu em julho, Lubin comentou sobre o uso do Plasma – correção de escalonamento de segunda camada para Ethereum. Nessa situação, seriam adicionados Blockchains terciários para processar um primário. A ideia do Lubin é mover isso para um espaço no qual o Ethereum pode servir como o sistema de confiança da Camada 1.

Ele chegou a informar também sobre a trajetória de um protocolo de Camada 2 no Ethereum. No caso, ele poderia ser criado a partir do Plasma, o que então, voltaria a uma Blockchain de Camada 1 do Ethereum utilizando contrato inteligente. Esse, então, seria responsável por movimentar as transações entre as camadas do Blockchain.

Eles também mantêm regras. Uma delas é não permitir que um token digital seja gasto de uma vez só.

Em outra situação, o Blockchain secundário poderia se utilizar de outros mecanismos, como o próprio PoS ou PoA (Protocolo de Prova de Autoridade) para validar as transações que se movem de uma Blockchain à outra.

Dando errado, o próximo passo do Blockchain é usar a tecnologia do Plasma, que poderia permitir a retirada dos tokens do sistema com base no último ponto de verificação. E ninguém da Camada 2 poderia impedir a capacidade do resgate.

FONTE

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