Problemas que impedem adoção das criptomoedas

Criptomoedas atraíram as manchetes nos últimos anos à medida que aumentavam de valor. Isso capturou atenção e participação de mercado ao longo do caminho. Contudo, algumas pesquisas mostram que a adoção das criptomoedas está concentrada com um grupo pequeno de pessoas.

Em março deste ano, uma pesquisa da Finder mostrou que 92% das pessoas não investiram nas criptomoedas. Em um estudo semelhante, o Global Blockchain Business Council concluiu que 58% dos americanos estão familiarizados com o Bitcoin, mas desconfiantes para investir. O mesmo acontece com o Blockchain.

Apesar de frequentes elogios, isso demonstra como a tecnologia ainda está em seu estágio inicial de adoção.

O que não é tão problemático assim, já que, de certa forma, é exatamente esse o atual estado do movimento da criptografia. Muitas das tecnologias podem demorar para cair nas graças do público. Ainda assim, o movimento de criptografia tem problemas reais que precisam ser resolvidos antes que a ampla adoção das criptomoedas seja viável.

Desses problemas, quatro impedem a adoção das criptomoedas.

Conveniência 

Criptomoedas até podem ser convincentes, porém, estão longe de serem convenientes. O processo de efetuar pagamentos com as moedas digitais ainda é complicado. O ecossistema é formado por várias trocas, carteiras e plataformas de armazenamento que são incompatíveis entre si.

Ao mesmo tempo, usá-las nunca foi tão fácil.

Qualquer usuário que tenha um smartphone em mãos consegue enviar dinheiro para alguém ou pagar por serviços em um aplicativo. E usar criptomoeda terá que ser tão fácil quanto, antes de qualquer adoção.

Muitos serviços já estão trabalhando para facilitar esse processo, principalmente oferecendo cartões de débito criptografados. No entanto, muitos desses produtos estão focados em Bitcoin, o que deixa detentores de outras moedas com pouco recurso para usa-las.

Usabilidade 

Sendo voláteis, não é incomum que até as moedas mais proeminentes flutuem por porcentagens de dois dígitos em ambas as direções em um único dia.

Isso torna ainda mais desafiador para os consumidores considerarem o uso delas. Vitalik Buterin, co-fundador da Ethereum, recentemente comentou no Twitter que a maioria dos entusiastas da criptografia está preocupada com os veículos de investimento, como os ETFs, por exemplo.

Na avaliação feita por ele, essas buscas fazem com que os mercados criptográficos flutuem, sem facilitar o uso delas. Portanto, diversas plataformas estão se esforçando para fornecer saídas para o uso de criptomoeda ao invés de especular sobre seus valores.

Um lugar bom para começar são as indústrias de energia que são aprimoradas exclusivamente pelo Blockchain. Por exemplo, o ecossistema da Internet das Coisas (IoT) é orquestrado para se beneficiar de uma infraestrutura descentralizada.

A IOTW é uma plataforma baseada em Blockchain que permite a mineração de criptografia em dispositivos IoT, e que paga usuários em moeda digital pelos serviços. Com mais de 20 bilhões de dispositivos IoT pelo mundo, essa plataforma representa um caso de uso disponível às moedas.

O mercado do IOTW é o ecossistema com círculo completo possibilitado pelo Blockchain, o que torna as criptomoedas imediatamente utilizáveis. Com o ecossistema do Blockchain se expandindo, as moedas digitais que as suportam também se tornarão mais utilizáveis.

Confiança 

Essa rápida variação descontrolada que as criptomoedas sofrem significa um passo maior que a perna. Isso se manifestou muito em hacks de troca, roubos de divisas e outras atividades criminosas.

Muitos não conseguem esquecer do passado negro das moedas na internet, o que cria um sentimento desinformado de que elas não são confiáveis. Isso resulta em discursos negativos contra as moedas.

De várias formas, este é um problema de relações públicas que é amenizado à medida que mais pessoas têm uma experiência positiva lidando com as moedas. Muitas proeminentes – como a Ripple, por exemplo – têm casos de uso imediato e uma lista de empresas que testam sua tecnologia.

Tangibilidade 

Entre todas as questões que impedem a adoção das criptomoedas, a que mais chama a atenção negativamente é fato delas não serem um ativo tangível. Ou seja, não possuem um valor tangível.

Não existem Bitcoins físicos que dê para manter. E, embora a maioria das pessoas complete uma série de transações digitais diariamente, a noção de usar a ideia de dinheiro em vez de uma moeda fiduciária é provocativo.

Algumas plataformas tentam preencher a lacuna entre o sistema financeiro real e o ecossistema digital, habitado por criptomoedas.

Essas plataformas, além de fornecerem um serviço útil no Blockchain, podem servir como trampolim para aqueles que tentam se familiarizar com as moedas. Experimentando pessoalmente sua eficácia, eles podem ser mais propensos a usar mais no futuro.

FONTE

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