Pressão regulatória não freia o crescimento do Blockchain

O sucesso e o aumento do valor do blockchain foi uma surpresa para o mundo, que não estava legalmente preparado para lidar com as criptomoedas. Elas começaram a ser aceitas em lojas, restaurantes e a cotação nas bolsas de valores – especialmente do bitcoin – atingiu marcas surpreendentes.

A partir desse novo cenário mundial, muitos países demonstraram preocupação com o fato de que transações financeiras com as novas moedas podem ser feitas sem a necessidade de uma agência regulamentadora, o que torna o controle da quantidade de riquezas dos cidadãos difícil. Além do fato de que o controle de golpes também se torna praticamente impossível.

Era de se esperar que toda a incerteza que os governos criaram em torno das criptomoedas tornasse o seu crescimento menor, entretanto não foi isso que aconteceu.

As investidoras estão optando por comprar tokens – garantindo parte dos lucros de startups, em rodadas de pré venda – ao invés de esperar  pelas grandes ofertas públicas de ações dessas startups.

Esses dados foram revelados por um estudo feito pela CBInsights – uma consultoria especializada em tecnologia – que afirmou que os investidores estão, cada vez mais, em busca de tecnologias que tornem as formas de fazer negócios mais simples e financeiramente vantajosas.

A liquidez é uma das grandes responsáveis pelo desenvolvimento do blockchain, uma vez que novas empresas demoravam, em média, nove anos para poder começar a ofertar suas ações, e a pré-venda de tokens permite que as ações sejam vendidas em dois anos.

O estudo aponta que 60% do capital por ICO – lançamento inicial de moedas – foi gerado por pré-vendas e investimentos privados. O aplicativo Telegram, por exemplo, conseguiu arrecadar US$ 1,7 bilhão em duas rodadas de negociação, fazendo com que a empresa sequer precisasse fazer a oferta pública.

Apesar de a novidade ter muitos adeptos, os reguladores de investimentos ainda não se manifestaram a respeito das pré-vendas e dos contratos de compras de tokens. Entretanto, eles já deixaram claro ser contra ICOs públicos, pois nesse caso, investidores amadores também tem a permissão de participar.

Aumento de interesse no Blockchain

O estudo também mostrou que termos relacionados a blockchain estão sendo cada vez mais pesquisados e explorados em feiras e conferências, demonstrando que as criptomoedas estão na mira de empresas de todos os tamanhos.

A maioria das empresas, entretanto, não negocia criptomoedas de forma direta e apelam para consórcios, o que permite que elas não precisem passar pelo processo de colaboração que o blockchain exige e, dessa forma, elas podem se manter completamente competitivas.

 

Fonte: https://epocanegocios.globo.com/Tecnologia/noticia/2018/06/blockchain-cresce-mesmo-com-maior-pressao-regulatoria.html

 

Thais

Thais Autor

Thaís Dias do Carmo tem 24 anos, é formada em Letras português/italiano pela USP e também é atriz. Na Influu atua na área de conteúdo.

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