O que os bancos pensam do Blockchain

O Blockchain está perto de ser implantado de vez no Brasil. Por outro lado, os bancos ainda estão travando a implementação. De acordo com o site Época Negócios, a Febraban – representante do setor bancário – enxerga o sistema como uma mudança profunda no modelo de negócios de setores econômicos.

Para funcionar, é preciso um consenso entre todas as instituições sobre qual plataforma usar. Segundo a matéria, há um confronto entre Itaú, Unibanco e Bradesco contra Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

O lado do Itaú tem preferência sobre o Corda, desenvolvido pelo consórcio global R3. Do mesmo modo que o outro disputa pelo HyperLedger Fabric, classificada como mais eficaz na interface dos bancos com outras empresas.

A principio, os dois são conhecidos por serem sistemas parecidos com o Blockchain, apesar de terem o controle mais centralizado. Igualmente, os dois possuem uma plataforma aberta, mas o Corda traz outra na qual só os sócios têm acesso.

Sobre o Ledger, Igor Regis Simões, gerente-executivo de tecnologia do Banco do Brasil, declarou não achar um programa rival, mesmo que certas aplicações sejam semelhantes.

Publicamente, os bancos brasileiros se posicionam com a visão de plataformas diferentes sendo usadas. Futuramente, os resultados irão definir os melhores sistemas. É o que pensa Guilherme Horn, chefe da área de inovação na Accenture no Brasil.

“O mais provável é que daqui a alguns anos os bancos estejam usando várias plataformas, cada qual para uma aplicação diferente”, declara ao Época.

Em 2017, a Febraban realizou uma pesquisa. 65% dos executivos brasileiros do setor disseram que suas instituições estudam implementar blockchain. E 29% já avaliam experiências analytics e computação cognitiva ou IA, segundo uma publicação do Criptomoedas Fácil.

Blockchain no Brasil?

A tecnologia vem sendo explorada no país desde 2016. No mesmo ano, foi criado o Grupo de Trabalho Blockchain, composto pelos membros da Comissão Executiva de Tecnologia e Automação Bancária (CNAB)

Em janeiro deste ano, alguns bancos já iniciaram os testes. O Itaú colocou em prática um sistema para controlar as margens de transações, permitindo o armazenamento de informações num ambiente seguro, permanentemente.

Para o site Valor, Cristiano Cagne, diretor de Operações do Itaú, afirmou que com esse sistema, você tem uma discussão de negociação mais organizada e oficialmente registrada, de forma segura.

O Santander também implantou um sistema de Blockchain em abril. Para Richard da Silva, superintendente de tecnologia, a rapidez e transparência são os principais fatores do uso. “Se olharmos um fluxo tradicional, pode levar três, quatro ou cinco dias. Com a plataforma, conseguimos fazer em até um dia”, declarou também ao site Valor.

Mesmo diferente hoje em dia, há dois anos, o pensamento era semelhante.

“O Blockchain é uma forma segura de transportar ativos e é bem-vindo, podendo ser usado pelos bancos para uma série de aplicações (…) Mas o bitcoin, por não ser regulado por uma entidade central, flutua muito e pode não fazer sentido para algumas aplicações”, declarou Maurício Minas, vice-presidente de tecnologia do Bradesco, ao It Forum 365.

Fora do Brasil

A Coreia do Sul começou explorar a tecnologia em seus sistemas de bancos. Um anúncio feito na última segunda (11), demonstrou que um grupo bancário está pronto para implantar uma tecnologia para verificar identidades dos clientes, baseado em Blockchain.

Com o nome de BankSign, o sistema deve ser implantado no próximo mês. Este novo serviço será um dos primeiros esforços dos bancos no país para disponibilizar aplicativos aos consumidores.

Já na Holanda, o banco central concluiu que a tecnologia ainda não tem capacidade relevante para atender necessidades. Depois de três anos de teste, perceberam que o alto consumo de energia e escalabilidade são alguns dos problemas do sistema.

Segundo um relatório publicado pela entidade, o Blockchain não traz soluções que substituem o atual sistema de pagamentos do eurosistema. Apesar disso, a empresa disse que a tecnologia é útil para aprimorar a invulnerabilidade de ataques, tanto externos quanto internos.

 

FONTES:

Fonte01

Fonte02

 

 

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