O Blockchain pode evitar futuras crises financeiras?

O termo ‘crise financeira’ é bem conhecido dos brasileiros. O país já passou por diversas crises financeiras e ainda não está completamente recuperado da última. Essa situação econômica não é exclusiva do Brasil e, inclusive, já aconteceu em escala mundial, sendo que a última vez foi em 2008. Muitos entusiastas do Blockchain defendem que esse tipo de crise só continua a acontecer porque o cidadão confia demais. A confiança cega em instituições financeiras permite que elas manipulem seus registros e acumulem, durante anos, ativos de baixo custo. O atual sistema monetário mundial é baseado em confiança, portanto, o contribuinte não tem muitas opções. No caso do blockchain, por outro lado, todos tem acesso às informações e, dessa forma, o controle seria mais rigoroso.

Blockchain evitando crises financeiras

É fato que muitos defendem que as criptomoedas são o futuro. Se nós aceitarmos o fato de que a falta de transparência, inflada pela confiança nos bancos, é a principal causa de crises econômicas, a mudança se torna, portanto, necessária. Se todos os valores de ativos fossem compartilhados em uma base de dados, a corrupção seria impraticável. Em 2016, Alex Tapscott defendeu em seu livro “Blockchain Revolution” (Revolução Blockchain) que aumentar a transparência de capital era a única chave para a evolução. Portanto, ele acredita que o Blockchain pode evitar o próximo desastre financeiro. Isso permitiria que as operações que envolvem dinheiro fossem feitas sem a necessidade de um intermediário. Sendo assim, o compartilhamento do histórico de transações poderá ser feito em tempo real, assim como o fluxo de caixa. Dessa forma, seria possível ter uma visão limpa sobre o valor líquido possuído e os riscos das ações. Além de aumentar o rastreamento do comportamento individual. Com esse tipo de instrumentos em mãos, autoridades não precisariam fazer estimativas a respeito do funcionamento do sistema financeiro. Aliás, eles teriam uma visão macro do capital e as informações mais recentes de pontos específicos, sabendo onde algum tipo de intervenção pode ser necessária. Além disso, caso o Blockchain se torne a tecnologia mais usada no mundo, os bancos podem se tornar obsoletos. Entretanto, é preciso ressaltar que o fato de que a nova tecnologia não é garantia de que o mundo não enfrente outra crise econômica.

As limitações do sistema

Apesar da defesa de muitos entusiastas, a transação entre o atual sistema econômico e um novo não seria fácil. Um dos fatores que complicam a situação está o fato de que seria necessário o controle desse sistema. Quem seria responsável por isso? Um dos pontos usados como defesa para a migração é o fato de que confiar cegamente nos bancos é prejudicial, logo não faria muito sentido entregar essa responsabilidade para outra entidade. Mesmo que o Blockchain disponibilize os dados para todos os usuários, nem todo mundo tem a vontade e o conhecimento para fiscalizar as operações. Além disso, os especialistas que são mais cautelosos com relação à nova tecnologia, sempre defenderam que ela seria um ótimo meio para a pirataria, lavagem e desvio de dinheiro. Caso o mundo opte por esse único sistema econômico – que é anônimo –  como seria feito o controle da corrupção? A questão é muito complexa e muitos debates seriam necessários para que uma decisão fosse tomada. Entretanto, parece que mundo não está nem perto de começar a levar essas questões em consideração. Pelo menos não de forma prioritária.  

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Thais Autor

Thaís Dias do Carmo tem 24 anos, é formada em Letras português/italiano pela USP e também é atriz. Na Influu atua na área de conteúdo.

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