Moeda digital e o público feminino

É possível que o feminismo tenha a moeda digital como aliada: um estudo recente da London Block Exchange mostra que o número de mulheres que potencialmente investiriam em criptomoedas dobrou nos últimos seis meses.

No final de 2017, apenas 6% das mulheres entrevistadas considerariam investir, mas a partir de junho de 2018, esse número saltou para 12,5%. Entre as mulheres apenas Millennials, esse número foi ainda maior em 20%.

Ao mesmo tempo, nenhum crescimento substancial foi observado entre os homens. Se a tendência continuar, a moeda digital pode se tornar uma indústria equilibrada em termos de gênero até o próximo ano – uma mudança bem-vinda em relação ao notório chauvinismo do setor de serviços financeiros.

Historicamente, a indústria não tem sido gentil com as mulheres: além de as mulheres serem pagas 40% menos do que suas contrapartes masculinas (o dobro da média usual de 20%), o setor financeiro supostamente esconde uma cultura de assédio sexual desenfreado.

Para ser justo, porém, as mulheres em criptomoeda ainda têm um caminho a percorrer. Atualmente, a indústria continua sendo um campo dominado pelos homens, com 91,22% de participação de homens contra apenas 8,78% de mulheres.

De fato, até recentemente, a criptomoeda foi severamente criticada por sua falta de mulheres, o que faz com que o novo estudo da LBE chegue em boa hora.

No entanto, os pesquisadores estão otimistas de que as comportas se abriram e as mulheres estão agora prontas para desmantelar a mentalidade “Blockchain Bros”. Nydia Zhang, co-fundadora e presidente da Fundação Social Alpha, está “confiante de que o número de mulheres líderes em criptografia dobrará nos próximos seis meses”, criando uma presença considerável no início de 2019.

Já existem mulheres em criptomoedas?

Apesar de as mulheres representarem apenas uma minoria de participantes, ainda existem muitos modelos femininos no mundo da criptomoeda. Tradicionalmente uma revista de moda, a Glamour quebrou o perfil de nove mulheres líderes em criptomoedas.
Entre suas listas estão Elizabeth Rossiello, fundadora da BitPesa; Elizabeth Stark, CEO da Lightning Labs; e Connie Gallippi, fundadora da organização sem fins lucrativos Bitcoin, The BitGive Foundation. (Também foi listada Kathleen Breitman, co-fundadora e CEO da Tezos, embora a má imprensa recente tenha minado sua posição).

Uma presença feminina em blockchain e moedas digitias faz sentido, considerando que ela contorna um dos obstáculos comuns para as mulheres em qualquer negócio: levantar dinheiro. Nos últimos anos, as empresas fundadas por mulheres receberam apenas cerca de 2% do financiamento total do capital de risco.

Exceto por um pico em 2014, essa porcentagem diminui quanto mais você voltar. A criptomoeda, no entanto, permite que as empreendedoras atraiam o público em vez de um pequeno grupo de investidores.
As OICs nivelam o campo de atuação um pouco e removem parte do viés de gênero do investidor, preparando o terreno para uma indústria mais receptiva às mulheres do que outras.

FONTE

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Lucas

Lucas Autor

Estudante de Letras (Português - Alemão) da Universidade de São Paulo. Diz que entende de cinema e espera escrever um livro, mas só espera mesmo.

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