A luta do Google contra aplicativos de mineração

Depois de iniciar uma relação com a Digital Asset para dar início ao Blockchain do Google, a empresa também deu o primeiro passo na luta contra os aplicativos de mineração em seu sistema.

No final de julho, o Google atualizou a política de conteúdo para desenvolvedores da Play Store, colocando restrições quanto aos apps que mineram criptomoedas. Mas só aqueles que realizam no próprio celular. Ou seja, aplicativos que façam a mineração remotamente. Aplicativos que gerenciam carteiras digitais continuam válidos.

Apesar de discussões tomarem conta do Twitter, ainda não houve uma atitude definitiva do Google. Quanto menos o motivo. Em abril, a empresa chegou a proibir extensões de mineração no Chrome, justificando ser uma violação de regra.

A discussão pode ser feita sobre a potência.

Já que a mineração de criptomoedas exige um investimento grande em equipamentos para atingir o lucro, um celular não poderia. Pelo menos não dessa forma. Por um aplicativo, o dono poderia adicionar um código de mineração e conseguir lucrar com colaboradores.

Apesar das contribuições, dessa forma, serem menores, de pouquinho em pouquinho, o dono poderia chegar em quantidades significativas.

Outra análise está relacionada com o processador. Devido ao uso enorme de energia, a carga dos aparelhos também seria maior. Isso resultaria em um aquecimento que poderia causar problemas no celular.

Uma batalha de parceiros

No final de junho, a Apple também iniciou seu processo de proibição aos aplicativos de mineração. As duas seguem a mesma ideologia quanto a proibição. Com carteiras digitais e minerações remotas ainda válidas.

Essa atitude marca um período em que ambas promovem ações contra a atividade de mineração. Tanto que, em abril, o Google chegou a proibir o registro de novos aplicativos de mineração de criptomoedas. De acordo com James Wagner, gerente de produto do Google, havia uma preocupação quando a ter um ambiente saudável, aberto e flexível na empresa.

Explicando mineração de criptomoedas

De forma básica, mineração de criptomoedas é o processo de verificação, validação e registro no Blockchain. Tal processo passa a ser gerenciado por softwares ou aplicativos. Depois de conectado, o aparelho do usuário se conecta a um grupo de mineradores para, assim, aumentar o processamento de dados.

Com isso, as criptomoedas também são geradas. E mineradores recebem Bitcoin como recompensas.

Para realizar a ação, é preciso, além de um aparelho potente, um software específico. Depois de baixa-lo em uma máquina, esse minerador já está conectado com uma rede interligada a outros computadores. Com isso, elas servem como “nós”, e são responsáveis pela verificação, validação e o registro.

Nisso, a rede funciona sem precisar de uma equipe que regule, já que existe uma rede apenas. O processo também consiste em decifrar códigos com valores criptografados. Pela dificuldade, aquele que conseguir decifrar mais rápido, recebe as tais recompensas.

Por estar dentro do Blockchain, todas as transições são registradas. E para realizar a confirmação de cada transação, é preciso um unanimidade dos “nós”. Evitando, assim, fraude.

Evolução criminal 

Apesar de toda a proibição das duas maiores empresas mundiais, ainda há a preocupação quanto as minerações clandestinas. Mesmo com toda a segurança envolvendo a tecnologia, há a estratégia de uso dos botnets.

Sendo uma rede de aparelhos ligados na internet, cada um dos computadores roda e “conversa” com outros aparelhos. O bot pode ser classificado como um dispositivo infectado, com o objetivo de cumprir tarefas de forma automática.

No caso, a mineração clandestina funciona através dessa estratégia. Os botnets se aproveitam dos recursos de terceiros para realizar uma atividade específica e sem se pronunciar. E por mais que a ideia estava na teoria, atualmente, já é muito utilizada, provocando ataques de malwares mineradores.

Mas, é possível prevenir. Aliás, já explicamos como identificar e prevenir a mineração clandestina.

FONTES

Fonte1

Fonte2

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