França convoca integrantes do G7 para examinar Libra, a criptomoeda do Facebook

Nesta semana aconteceu o pré-lançamento da Libra, a Criptomoeda do Facebook, que conta com a participação de diversas empresas gigantes do setor privado, como Uber e Mercado Pago.

Criptomoeda do Facebook pode ser regulada pelo G7

Graças ao anúncio de Zuckerberg, diversos economistas tiveram de se debruçar em cima do tema da questão regulatória de criptomoedas.

Essa preocupação com o novo ativo chegando ao mercado se espalhou pelo mundo todo, e agora a França está iniciando uma força-tarefa para estudar mais a fundo o que a Libra representa.

De acordo com informações publicadas primeiro pela Reuters, presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, indicou que a força-tarefa será organizada apenas com países membros do G7, e que ela será chefiada por Benoit Coeure, membro do conselho do Banco Central Europeu.

O objetivo de Coeure será, inicialmente, investigar como as criptomoedas podem trabalhar à favor da economia e como podem ser evitados os crimes de evasão de divisas, sonegação de imposto e lavagem de dinheiro.

Bruno Le Maire, Ministro das Finanças da França, é um dos nomes por trás do pedido de requerimento que visa entender as mudanças no mercado.

Uma das maiores preocupações é a de que a Libra possa crescer a ponto de substituir as moedas tradicionais, por isso será necessário que cada um dos bancos centrais dos países integrantes do G7, devem preparar um relatório em torno da criptomoeda do facebook.

“Está fora de questão” disse Le Maire, quando foi perguntado sobre a Libra se tornar uma moeda soberana. “Isso não pode e não deve acontecer”.

Recepção para a Libra não é das mais favoráveis

A França é um dos países que se coloca sempre como “aberto à inovação”, porém, em relação ao processo de implementação da nova criptomoeda, eles afirmam que é necessário manter uma regulamentação livre de buracos.

Mark Zuckerberg e sua equipe de desenvolvedores do Facebook anunciaram a Libra no último dia 18, como um ativo em blockchain que será administrado pela Libra Association, formada por dezenas de outras empresas à nível global.

Desde que foi anunciada, países como os Estados Unidos, o Reino Unido, a França e até a Rússia, passaram a conversar sobre possíveis formas de regular a Libra.

O Comitê do Senado dos EUA para Assuntos Bancários, Habitação e Assuntos Urbanos realizará uma audiência em 16 de julho, onde buscará explicações e definições plausíveis para alguns termos que surgiram com este mercado, além de procurar um melhor caminho para a disponibilização ao público.

O G7 é um grupo das economias avançadas mais ricas, conforme definido pelo FMI. Atualmente, inclui Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido e EUA. A França atualmente ocupa a presidência ativa do grupo.

Fonte:
Coindesk

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