Existe Blockchain Privada?

Pode um sistema descentralizado ser particular? Blockchain Privada seria uma forma contraditória da tecnologia?

Estas dúvidas são frequentes quando se menciona redes de blockchain privativas. À priore, como a tecnologia segue a filosofia de segurança onde os registros e transações aplicadas online serão “transparentes” e “sem intermediários”, é esperado que seja mais uma plataforma pública do que particular.

Mas, não significa que uma blockchain não possa pertencer a alguma entidade.

No que consiste uma Blockchain Privada?

Diferente dos modelos públicos, estes sistemas exigem que os usuários tenham permissão para visualizar as informações presentes em seu encadeamento. Portanto, seu sistema é exclusivo para um grupo específico de pessoas.

A forma que se limita os acessos podem variar. Os participantes de determinada blockchain privada podem: determinar futuros integrantes. Assim como, restringir as ações de alguma das partes durante transações. Ou definir quem é capaz de incluir novos blocos de informações. Ou escolher uma autoridade reguladora, que providenciará licenças de atuação.

Outra particularidade das redes privadas trata-se da possibilidade de algum usuário ser um “nó” dentro do livro-razão digital. O desenvolvedor da blockchain tem o poder de tornar o registro visível para qualquer pessoa, porém o mesmo não pode ser afirmado quanto à permissão.

Variando segundo as especifidades da rede, os usuários são encaminhados para os respectivos papeis que desempenharão. Sejam os mineradores da rede ou aqueles ocupados com a verificação das transações.

Por isso, esta seria uma forma de atestar a segurança dos dados, sem abrir mão do processo privado.

Há Blockchain Privado popularmente conhecido?

O Hyperledger Fabric é um exemplo de sistema de dados encadeados privado. Seu código é restrito, contudo as transações ocorrem de forma rápida e escaladas.

Um concessionário da rede autoriza as atividades de cada usuário dentro da plataforma. Isso contribui para a manutenção do funcionamento descentralizado da blockchain.

Portanto, no que diz respeito ao fluxo de funcionamento de transações ou registros, as blockchains privadas não diferem tanto das públicas. Entretanto, o acesso das entidades aos dados e operações é controlado.

FONTE

Receba novidades sobre Blockchain no Seu Email
Join over 3.000 visitors who are receiving our newsletter and learn how to optimize your blog for search engines, find free traffic, and monetize your website.
We hate spam. Your email address will not be sold or shared with anyone else.
Gabriel Claudino

Gabriel Claudino Autor

Gabriel Claudino tem 23 anos, é ator e cursa Letras na USP (Universidade de São Paulo). Atua como criador de conteúdo no Portal do Blockchain.

Comentários