Exchange Zaif, considerada impenetrável, é hackeada

Há duas semanas, a exchange Zaif sofreu uma invasão. A empresa divulgou um comunicado revelando que altos valores em Bitcoin e MonaCoin foram roubados por criminosos não identificados. Isso porque, até então, a Zaif dizia ser uma exchange praticamente impossível de ser hackeada.

Um relato local revelou uma falha de segurança ocorrida no dia 14 de setembro. O ataque na exchange Zaif resultou na perda de 4,5 bilhões de ienes, bem como 2,2 bilhões de ienes dos ativos da companhia, totalizando 6,7 bilhões perdidos. O equivalente a US$59,7 milhões.

Segundo um comunicado detalhando o ocorrido, foi descoberto que alguns dos depósitos e saques de carteiras foram hackeados por acesso não autorizado de fora. E parte da moeda virtual gerenciada pela empresa foram ilegalmente descarregados para o exterior.

A operadora Tech Bureau Inc declarou que a exchange detectou um erro no servidor no dia 17 de setembro. E no dia seguinte, a exchange descobriu que o erro se tratava do hack e relatou o incidente ao regulador financeiro japonês, a Agência de Serviços Financeiros (FSA).

O roubo foi de 5966 BTCs, além de quantias em Bitcoin Cash (BCH) e MonaCoin (MONA).

Como várias exchanges, a Zaif tem uma página no site na qual há detalhes das precauções tomadas para garantir os fundos dos clientes. No caso da exchange Zaif, a página estabelece seis pontos, a fim de garantir a máxima segurança e proteção. Um deles foca em garantir o reforço da robustez da infraestrutura do sistema.

“Nós bloqueamos externamente o sistema de troca em múltiplos níveis, e estamos construindo um ambiente de segurança do sistema onde o hacking interno é praticamente impossível. Portanto, todo acesso externo ao banco de dados é impossível”.

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O ataque na exchange Zaif

Segundo informações, a criptografia roubada estava em um sistema chamado carteira quente. Essa carteira é conectada online e permite o saque ou transferência imediatas de fundos.

A FSA já havia emitido duas ordens de melhoria este ano – em março e junho. O pedido de melhoria especificava medidas necessárias a serem tomadas.

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Dentre elas, determinação da causa do incidente, execução de medidas para prevenir ocorrências, análise de planos na melhoria de efetivos e envio de relatórios frequentes. Em síntese, a FSA continua a inspecionar a exchange e é provável que emita medidas mais rigorosas.

Considerado um desastre, esse ataque na exchange Zaif foi outro dentro de uma longa linha de trocas violadas. O mais notável foi em 2014. O hack no Mt. Gox resultou no roubo de 850 mil Bitcoins. Em janeiro deste ano, outra bolsa japonesa, a Coincheck, também foi hackeada, perdendo cerca de 500 milhões de NEM.

Esse valor, na época, equivalia a US$424 milhões.

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FONTES

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