Estado americano usará blockchain nas eleições

Eleições de 2018

Em 2018, os americanos vão às urnas para o que eles chamam de midterms. Ou seja, para as eleições que renovam a Câmara e o Senado dos Estados Unidos. Nesse ano, a novidade será o uso da tecnologia blockchain nas eleições.

A lei eleitoral dos Estados Unidos permite que militares e cidadãos americanos que moram em outros países votem. Para isso, eles só precisam pedir o envio de uma cédula de votação. As cédulas e os votos são entregues da mesma forma: pelo correio. Porém, esse método nem sempre é eficiente.

Só em 2016, por exemplo, 16% dos militares que desejavam votar não receberam as cédulas de votação. Pensando nesse tipo de situação, o secretário do Estado da Virgínia resolveu encontrar uma solução para esse problema.

A startup Voatz ficou encarregada de desenvolver um software que resolvesse o problema. Tendo recebido um financiamento de 2,4 milhões, eles apresentaram um aplicativo que funciona em qualquer Smartphone.

O projeto já foi testado nas primárias estaduais – realizadas em maio/2018 – em dois condados da Virginia e não apresentou nenhum defeito. Por isso, o projeto deve ser utilizado em novembro, para as eleições gerais. Entretanto, a ideia não é uma unanimidade.

Há quem defenda que permitir votação via Smartphone é uma loucura. O principal argumento utilizado é o fato de que os Smartphones não são seguros e estão à mercê dos hackers. Além disso, o bloco de blockchain usado na eleição foi criado de forma única, como um banco de dados normal, quando poderia ter-se criado um bloco para cada eleitor.

Joseph Lorenzo Hall, do Centro para a Democracia e a Tecnologia, disse à CNN: “É uma votação pela internet usando os aparelhos das pessoas com segurança péssima, por nossas redes ruins, usando servidores cuja segurança é difícil de garantir, sem um papel físico para registrar o voto”.

Como funciona o aplicativo?

Depois que o eleitor baixar o aplicativo no celular, o eleitor precisa fazer um cadastro com seus documentos e um vídeo selfie. O próximo passo é confirmar o cadastro por meio de uma selfie ou de impressão digital. Como a tecnologia blockchain permite o anonimato de algumas informações, os votos ficam disponíveis para a visualização de todos os usuários, mas as identidades dos eleitores é preservada.

Uma vez que os dados de blockchain sempre precisam ser validados, o diretor de serviços eleitorais, Donald Kersey, defende que a solução é segura. Segundo ele, além de ser muito difícil alterar qualquer informação já registrada no bloco, qualquer tentativa seria registrada.

Ou seja, por mais que alguém conseguisse excluir ou alterar um voto, o blockchain deixaria esse ato registrado.

O blockchain vai revolucionar as eleições?

Apesar de muitos especialistas defenderem que o blockchain pode mudar o processo eleitoral, a solução da Virgínia não parece ser a ideal. De acordo com o professor Nir Kshetri, da Universidade da Carolina do Norte, esse processo via celular funciona em pequenas comunidades.

O professor acredita que, se tentassem expandir o sistema, ele entraria em colapso, pois a energia necessária para validar todos os blocos seria acima do aceitável.

Fontes 1 e 2

 

 

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Thais

Thais Autor

Thaís Dias do Carmo tem 24 anos, é formada em Letras português/italiano pela USP e também é atriz. Na Influu atua na área de conteúdo.

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