Entenda o que religião e Bitcoin tem em comum

Diferentes pessoas possuem objetivos distintos para o uso do Bitcoin. E o que define seu sucesso. Mesmo que a criptomoeda se tornasse um sistema financeiro paralelo, mantendo transferências e o sistema bancário controlados, a maioria seguiria suas ideologias. Por isso, religião e Bitcoin são paralelamente parecidos.

Para atingir o auge do uso financeiro da moeda é preciso tempo e paciência. E cada um de nós podemos ter pequenas atitudes para ajudar o Bitcoin a crescer. E melhor, fazer você, caro investidor e apaixonado pela tecnologia, crescer junto.

Pontos fundamentais 

Para analisar o sentido da relação entre religião e Bitcoin é preciso entender dois pontos. O primeiro, é que podemos chamar de religião no sentido de que você precisa ser capaz de se dedicar ao se transformar em um Bitcoiner. Da mesma maneira que precisa se dedicar a uma ideologia religiosa.

O Bitcoin precisa de uma adoção populacional para ingressar no mainstream. Ou seja, sua ideologia precisa ser palatável ao grande centro, não apenas para os libertários. Em si, o Bitcoin não é compatível com muita coisa A não ser com a inflação da oferta e opressão monetária.

O segundo sentido está no próprio dinheiro. Por ele ser uma imaginação compartilhada do homem. No caso, uma ficção, que permite a coordenação em larga escala. E que oferece benefícios a quem acredita.

A criptomoeda leva isso mais ao extremo que o ouro, por exemplo. Ele literalmente deriva todas as suas propriedades de nossas crenças coletivas.

Na história, as religiões universalmente conhecidas se espalharam rapidamente pelo mundo, já que reconheceram a comunalidade mais básica da mensagem. Por exemplo, as pessoas podem adorar qualquer Deus ou Santo em qualquer parte do mundo.

E a mensagem do Bitcoin é correspondente. O maior perigo para a criptomoeda é se tornar local, ao invés de universal.

E do mesmo modo que religiões competem com outras religiões, o Bitcoin também compete com suas próprias “religiões”. A Nocoinery – ideia de que os ativos digitais não possuem valor – e a Multicoinery – ideia de que podemos, constantemente, criar novas criptomoedas.

A relação de religião e Bitcoin

Quando falamos sobre a criptomoeda, devemos ser abertos e apolíticos. Para a moeda ser universalizante, é preciso estar aberto aos centros com base nas principais propriedades que o Bitcoin representa. Mas também ser intolerante com o que tenta impedir essas propriedades.

Mas, ao observarmos o Bitcoin atualmente, vemos que a moeda é mais política do realmente deve ser. Minorias vocais estão carregando a criptomoeda com discursos políticos. Algo que anda expulsando pessoas que acreditam e concordam com a verdadeira mensagem do Bitcoin.

É inevitável dizer que ela nunca foi heterodoxa, sendo um movimento libertário. Na realidade, a moeda sempre teve uma grande parte na sua comunidade.

Outro ponto a ser analisado é que o Bitcoin tem uma facilidade maior em converter pessoas com visões políticas estabelecidas. Mesmo que isso seja realidade, ignora como as orientações são globais. E atualmente, há partidos que se utilizam da mensagem e de sua popularidade para promover suas próprias agendas políticas.

Antes de mais nada, é preciso dizer que para ser intolerante às outras religiões, ela antes precisa ser enquadrada adequadamente e baseada na ameaça. Nisso, a melhor coisa a se fazer é racionalizar e focar nas outras religiões do Bitcoin – como as já citadas – e parar de continuar forçando a conversão de multidões mais difíceis.

No geral, há muito o que o Bitcoin aprender com as religiões. Isso indica que, ao falar da moeda, é preciso ser mais aberto e apolítico quanto sua ideologia. E assim, enfatizar sua mensagem central: não mais degradação do dinheiro e liberdade monetária.

Leia também: Grandes bancos têm o poder de aderir ou quebrar o Bitcoin

FONTE

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