Entenda o que é a criptomoeda Nano

Desde 2014, o mercado financeiro das criptomoedas ganhou uma outra forte representante. Depois de seu destaque em fevereiro deste ano, a criptomoeda Nano virou destaque entre os acionistas.

Nesta semana, ela voltou a ser falada. Um venezuelano conseguiu comprar 102 quilos de alimento depois de receber doações em Nano. Apelidado de Windows7733, ele criou um tópico no site Reddit explicando sobre a atual crise no país e que uma doação de 0,5 Nano ajudaria na alimentação de milhares.

Portanto, vários membros da comunidade o socorreram com várias doações

Mas afinal, o que é essa criptomoeda Nano? E o que ela apresenta de diferente dentro de um mercado extenso?

A Nano

Em sua essência, a Nano é uma criptomoeda de baixa latência e desenvolvida através da estrutura block-lattice. Essa estrutura faz com que cada usuário tenha cada conta em sua própria Blockchain, e assim armazenar tanto os saldos quanto as transações.

A tecnologia oferece também escalabilidade ilimitada e sem custo das transações. Em suma, a criptomoeda tem o propósito de ser de alta performance. A Nano também consegue ser usada em hardwares de baixa potência. Com isso, ela se torna prática e descentralizada..

No começo levava o nome de RaiBlocks, mas desde o inicio de fevereiro, a criptomoeda sofreu uma mudança e ganhou o nome de Nano. Essa mudança ocorreu justamente pela facilidade que esse novo nome gera.

Ela foi lançada em versão beta no ano de 2014 e ganhou a versão original três anos depois. Nesse tempo, tornou-se a primeira criptomoeda baseada em Grafos Acíclicos Dirigidos (DAG).

Essa tecnologia permite que a transação seja realizada em tempo real e de forma sincronizada entre os usuários. Nessas transações, o poder de processamento de verificação é menor, fazendo-as serem confirmadas instantaneamente e por um preço menor. Com um custo baixo, a escalabilidade se torna ilimitada.

Além de não precisar pagar taxas, não existe mineradores na Nano, portanto, sua circulação é muito mais rápida que da Bitcoin, por exemplo.

Ela serve justamente para seu cotidiano. 

Como comprar

Sendo impossível de minera-lá, a criptomoeda consegue ser adquirida através de exchanges tanto nacionais quanto internacionais. Entre elas, a Troca.Ninja, a FxcBit e a maior de todas, a Binance.

Mas por ainda ser recente no mercado, só é possível comprá-la caso você já tenha Bitcoin ou Ethereum.

Atualmente com uma capital de mais de US$306 milhões, a Nano ainda é recente em meio às outras. Segundo a CoinMarketCap, sua posição no ranking é a 39ª e seu custo no mercado está de US$2,29.

Nano e suas defesas

Por sua descentralização, ela está submetida a ataques por usuários ou empresas maliciosas. Mas a criptomoeda, mesmo recente, já apresenta soluções para cenários distintos.

É possível uma única entidade conseguir criar diversos nós de Nano. Mas, o sistema da criptomoeda, por ser de votos, funciona pelo saldo presente na conta. Nisso, adicionar novos nós não vai fazer quem ataca ganhar novos votos.  

Em outro cenário, no qual o atacante envia diferentes quantias a um número alto de contas para gastar recursos de armazenamento, ele é bloqueado. Isso porque a Nano é ajustada para criar um espaço mínimo, então, na tentativa de ultrapassá-lo, o ataque será barrado.

Ela também consegue se defender do ataque de 51%. Com o consenso da Nano ser definido pelo saldo, o atacante que tentar ultrapassar os 50% pode mudar esse consenso e até quebrar o sistema.

Para esse tipo de ataque, um dos modos de defesa da Nano é unir o peso dos votos ao investimento no sistema. Nisso, o titular da conta é incentivado a ser honesto para proteger seus sistema. Portanto, caso o usuário tente alterar o registro, a ação seria prejudicial ao sistema. Por consequência, todo seu investimento seria destruído.

Por mais preparado que a criptomoeda já esteja dentro do mercado, ainda há suas dificuldades dentro de um cenário já estabelecido. Agora, só o tempo para conseguir definir se a Nano cresce ou continua junto com as outras simples criptomoedas.

FONTES

Fonte1

Fonte2

Fonte3

Comentários