Empresas de varejo no Brasil começam a aceitar o bitcoin

A marca de empresas apostando em moeda virtual chega a 180.

Atualmente, no Brasil, o número de empresas que aceitam o bitcoin como pagamento gira em torno de 180. Entretanto, grande parte delas nem se quer fecharam qualquer operação com a moeda. Ainda, aquelas que já realizaram vendas, exibem uma quantidade insignificante de transações.

Pode-se destacar como exemplo a Tecnisa. Trata-se de uma empresa do mercado imobiliário brasileiro que aceita o bitcoin como forma de pagamento desde 2014. Mas só recentemente decidiu fechar acordos com a criptomoeda, limitando o recebimento a R$ 100 mil por operação.

Romeo Busarello, diretor de marketing da Tecnisa, afirmou que esta decisão é para a proteção da empresa, caso a procura cresça rapidamente.

No momento, há 12 ou 13 pessoas acordando parte do pagamento dos imóveis com a bitcoins, disse Busarello. A Tecnisa não faz a negociação de modo direto.

A incorporadora que admite um profissional da área de corretor especializado em criptomoedas que faz a conversão da moeda em reais e transfere o valor em reais para a companhia. Em cinco anos, a quantia movimentada da moeda pode representar de 5% a 10% das vendas da incorporadora, afirma Bussarelo.

Gustavo Chamati, sócio-fundador do Mercado Bitcoin, a maior corretora do país, já com 900 mil clientes cadastrados disse que “No Brasil, como no exterior, o bitcoin é adotado principalmente como alternativa de investimento para pessoas físicas. Mesmo empresas que aceitam a criptomoeda o fazem mais pelo marketing, para serem consideradas inovadoras“.

O executivo ainda acrescentou: “Falta uma legislação mais clara para possibilitar o uso do bitcoin como um meio de pagamento usual no Brasil“.

João Canhada, fundador da Foxbit, corretora de criptomoedas com 400 mil clientes no país, se pronunciou também a respeito dizendo que existe mais busca pelo bitcoin como possibilidade de aplicação.

A maioria dos investidores são pessoas físicas que buscam diversificar o portfólio de investimentos, mas não há interesse em vender a moeda para pagar contas“, alegou Canhada.

Acontecido das empresas, disse Canhada, adir em bitcoin sucedeu-se uma ferramenta de marketing para atrair a atenção para as marcas. “Para a maioria, não compensa fazer negócios com o bitcoin, por causa do custo”, disse.

Hoje, as criptomoedas têm pouca aplicação no varejo tradicional. A expectativa é que isso mude, à medida que grandes redes passem a adotar o bitcoin no país“, disse Vinicius Pessin, sócio da Zpay, uma empresa de serviço de pagamento para lojas virtuais.

Ela tem a função de unir lojas às corretoras de bitcoins, fazer a conversão da moeda para reais e retornar o valor aos varejistas. A expectativa da Zpay é movimentar R$ 20 milhões neste ano em transações com bitcoin.

FONTE

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Beatriz Flor

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