“Distrito do Blockchain” é lançado na Índia

Há, no sul da Índia, um estado chamado Telangana. O governo desse estado se uniu com uma grande empresa de TI – a Tech Mahindra – para lançar o Distrito do Blockchain.

Basicamente, esse local foi criado com o intuito de ser exclusivo para startups de blockchain. Ou seja, o projeto é uma encubadora para startups nacionais que trabalhem com a nova tecnologia.

No momento do lançamento, um funcionário do governo deixou claro que a Índia pretende se tornar uma referência mundial em blockchain. Por isso, o país está investindo na tecnologia agora, para desenvolvê-la antes de outros países.

Além disso, a empresa de TI também anunciou o lançamento do projeto Eleven01 Protocol. Esse projeto tem o objetivo de criar uma plataforma para startups, construindo aplicativos de blockchain. Se os estudos continuarem como o planejado, esses aplicativos poderão fazer mais de 10 mil transações por segundo.

O Eleven01 Protocol surgiu como mais uma iniciativa para o desenvolvimento da Índia como potência blockchain.

A sede física do Distrito do Blockchain está localizada em  Hyderabad, capital do estado. A cidade é reconhecida mundialmente por seus avanços tecnológicos na última década.

A Índia pode ser um polo de blockchain

Durante décadas, a Índia mostrou sua capacidade tecnológica. O país foi um dos que mais investiu em startups e, além disso, é o segundo país no mundo em número de pessoas conectadas à internet.

O interesse do indiano pela tecnologia blockchain pode ser reduzido pelo fato de que a população tem motivos para ser desconfiada. No país, mais de 80% dos empregados trabalham em regime de informalidade, tornando as relações mais baseadas em confiança do que em contratos formais. Isso deixa o povo vulnerável em um país que, em 2017, foi considerado o mais corrupto da Ásia.

O governo indiano é bem otimista com relação à tecnologia. Inclusive, o primeiro ministro do país chegou a dizer que essa é um avanço que mudará a forma da população trabalhar e viver. Segundo ele, é fundamental que todos se preparem para as novidades que serão apresentadas no futuro.

Entretanto, nem todos estão de acordo com a nova tecnologia. No início desse ano, o Banco Central indiano proibiu as instituições financeiras locais de trabalhar com o blockchain. O caso foi parar na justiça que ainda discute o assunto, mas que, em um primeiro momento, deu razão para o banco.

O principal argumento usado foi com relação às criptomoedas. O banco afirmou que moedas digitais não podem ser usadas na Índia por causa de uma cláusula das leis do país. A legislação diz que moedas devem “ser feitas de metal ou existir de forma física e estampada pelo governo”.

Apesar de a decisão atrasar o desenvolvimento da tecnologia no país, ela claramente não interrompeu os trabalhos completamente. Empresas e líderes indianos continuam participando de congressos de blockchain. Além disso, a criação do “Distrito do Blockchain” é a prova de que o país quer ser líder na área.

Fontes 1 e 2

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Thais

Thais Autor

Thaís Dias do Carmo tem 24 anos, é formada em Letras português/italiano pela USP e também é atriz. Na Influu atua na área de conteúdo.

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