Criptomoedas no futebol: futuro promissor ou estratégia de marketing?

Depois de muito se discutir e analisar a presença das criptomoedas no mercado financeiro, agora é a vez dos esportes. Especificamente o futebol. Em janeiro, o mundo vivenciou novidades radicais no mercado ao colocar as criptomoedas no futebol.

Para começar, Gibraltar introduziu regulamentações para empresas que já usavam o Blockchain. Nisso, a equipe do Gibraltar United FC fez história ao se tornar o primeiro time de futebol a introduzir a tecnologia. Tudo aconteceu graças ao dono, Pablo Dana.

Investidor da Quantocoin, ele revelou que todos os contratos de jogadores serão realizados através de criptografia até a próxima temporada. O setor financeiro do território é que está liderando a cobrança e o Blockchain. 

Com essa atitude, Gibraltar tem o objetivo de trazer não só transparência, mas também legitimidade ao comércio das criptomoedas. Dana informou que justamente a preocupação com a transparência fez a moeda digital ser introduzida na equipe. Justificando que o acesso aberto do Blockchain poderia diminuir escândalos de corrupção no esporte.

Essa escolha também solucionou o problema que alguns jogadores estrangeiros tem em abrir uma conta no território.

Além de Gibraltar

Em janeiro, a Turquia anunciou a contratação de um jogador através do Bitcoin. De acordo com as informações, o atacante Omer Faruk  Kiroglu, 22, recebeu 4.500 liras turcas. O equivalente a 0.0524 Bitcoins. Essa ação fez a equipe turca ser a primeira do mundo a adquirir um jogador com a tecnologia.

“Nós fizemos isso para fazer um nome para nós mesmos em nosso país e no mundo”. Isso foi o que informou o presidente do time, Haldun Sehit para a CNN local. Ainda na declaração, avisou que o clube está construindo diferentes plano para o futuro.

Apesar da novidade, ainda é discutível se a atitude, na verdade, não foi uma estratégia de marketing. Até porque não foi anunciado que o resto do time será pago com a criptomoeda. E também porque o Bitcoin foi recentemente condenado pela Direção de Assuntos Religiosos, por ser considerado de natureza especulativa e inapropriado.

Também no inicio do ano, a equipe inglesa do Arsenal se tornou o primeiro clube de primeira divisão a fazer um acordo de patrocínio com um token. O que na verdade, mostrou-se uma estratégia, até porque o CashBet – nome da criptomoeda – ainda não havia sido lançado.

O patrocínio, no entanto, serviu para a divulgação do ICO. Mas, ainda trazendo vantagens ao clube.

Entre a conformidade e o pagamento final em caixa, há também a isenção de impostos e taxas nas transferências realizadas no Blockchain. A exchange London Football procura fornecer novas oportunidades para envolver ainda mais os torcedores. Segundo o chefe de parcerias, Danny Stroud, há a intenção de criar uma comunidade de futebol baseada em tokens.

E o que será das criptomoedas no futebol?

Do mesmo modo que se discute muito sobre a tecnologia em outros setores, ainda há dúvidas sobre as criptomoedas no futebol. Com muitas vantagens apresentadas pelo Blockchain nas negociações e segurança, não é certo sobre seu uso definitivo. Ainda que líderes governamentais não aderiram à tecnologia.

Em outras áreas em que a moeda digital já se mostrou eficaz, como no cenário musical e bancário, surge análises e discussões sobre a instabilidade.

Já apresentamos no Portal do Blockchain que a tecnologia, apesar de eficaz, não é perfeita e ainda apresenta falhas. Principalmente em sua força fundamental que é a segurança. Mas a maior preocupação está sobre o Bitcoin.

Com desvalorizações constantes, é discutível sobre o quanto os próprios jogadores aceitarão esse tipo de pagamento. Afinal, com inconstantes valores, o clube esperaria um valor padrão para fechar acordo ou deixariam o pagamento de hoje desvalorizar ou valorizar amanhã?

Por mais que em outras áreas as moedas digitais se mostram úteis, é impreciso dizer seu futuro no futebol.

FONTES

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