Quase 4,5% da criptomoeda Monero foi minerada por criminosos

Malwares de mineração de criptomoedas são os responsáveis por menos moedas no mercado do que se imaginava anteriormente, porém, segundo uma nova pesquisa publicada no ultimo 3 de janeiro, cerca de 4,36% da criptomoeda Monero foi minerada por cybercriminosos.

Pesquisadores do King’s College London e da Universidade Carlos III, em Madri, na Espanha, realizaram um esforço em conjunto para definir com precisão qual teria sido o rombo causado por atividades ilegais utilizando computadores alheios.

Juntos eles puderam analisar um banco de dados de malwares que continha informações dos últimos 12 anos, e puderam traçar um paralelo definindo com maior exatidão o alcance da mineração ilegal e os seus resultados.

A confirmação vem dos próprios pesquisadores, Sergio Pastrana e Guillermo Suarez-Tangil, que emitiram em nota o seguinte:

“Neste artigo, realizamos a maior medição de malware de mineração de criptografia até agora, analisando aproximadamente 4,4 milhões de amostras de malware e 1 milhão de mineradores maliciosos”

A criptomoeda Monero foi a mais minerada por criminosos

Seu cálculo conseguiu, por meio de intensa análise, apontar quanto da criptomoeda Monero foi minerada através desses malwares, o ativo que é talvez o mais utilizado por criminosos nos últimos meses, movimentou de forma ilícita cerca de 4,36% da sua capacidade, gerando aproximadamente US $ 56 milhões em lucros.

O valor final é um pouco menor do que se pensava quando as primeiras investigações começaram em novembro de 2018, porém os dados obtidos estão agora sendo usados pelos pesquisadores para reforçar a ideia de que o problema com os mineradores infectados deve ser solucionado antes que isso se torne mais problemático.

“(…), Nossa análise de lucro é mais confiável do que em estudos relacionados. Nossas descobertas complementam esses estudos, corroborando que a criptografia maliciosa é uma ameaça crescente e complexa que requer contramedidas efetivas e abordagens de intervenção.”

Embora a regulamentação de criptomoedas ainda não esteja definida na maioria dos países, usuários que tiverem sua privacidade ameaçada por causa de ferramentas de terceiros, podem procurar as autoridades para enquadrar o acontecido no setor de crimes cibernéticos.

Fonte:
Cointelegraph

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Igor Seco Autor

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