Descubra o consumo de energia das criptomoedas

Falamos constantemente do uso de criptomoedas no mercado e o quanto elas o revolucionaram. Uma dessas discussões inclui sua adquirição. Muito se fala sobre a mineração, mas junto com ela vem a questão do gasto de energia. Pensando sobre a mineração, fica a pergunta: quanto é o consumo de energia para isso?

Fica impossível dizer que o Bitcoin é seguro e que os mineradores não consomem tanta energia. Isso gera um dos problemas da prova de trabalho (PoW), já que, para funcionar, ela depende de um consumo de energia alto.

No caso, para uma rede ser segura é preciso um enorme consumo de energia. Então, redes com menos recursos, tornam-se automaticamente menos seguras. Nisso, observamos o quanto a energia é fundamental para o desenvolvimento de uma rede, e consequentemente, o uso dela.

E o quanto isso é negativo ao mercado?

Bitcoin

A unidade de medida para mediar o quanto de energia é usada em uma rede, chama-se hashrate (ou hashpower). Atualmente, a hashrate da rede Bitcoin é de, em média, 50 exahashes por segundo. Como comparação, o hardware de mineração mais comum – o Antminer S9 – produz, aproximadamente, 13 terahashes/s.

Com isso, o hashrate do Bitcoin equivale a 50.000.000 terahashes. Ao dividi-los, equivale ao uso de mais de 3 milhões de S9. Ainda existem outros hardwares, mas o S9 cria uma boa média para se ter uma noção. No caso, a maioria das máquinas são deixadas em 24/7.

Na conta, uma S9 consome por volta de 1.500 Watts. Nisso, 1.500 x 24 resulta em 36kWh diariamente e 1.080 kWh por mês. Colocando esses resultados junto com as três milhões de S9 exigidas pelo Bitcoin, alcançamos um número equivalente a energia de uma país inteiro, como a Áustria, por exemplo.

Por ano, então, são necessários 50,5 bilhões de kWh. Esse número colocaria a rede Bitcoin entre os 47 maiores países consumidores de eletricidade.

Mas, mesmo com um número grande, essa estimativa é um limite inferior, até porque não inclui a eletricidade consumida nos data centers para o resfriamento dos sistemas e outros fatores. Esse limite vai equivaler às outras moedas citadas.

Uma recente análise da Chainalysis, mostrou que o Bitcoin processou cerca de US$70 milhões em pagamentos. Contudo, seu custo por transação é maior do que em qualquer momento anterior. Assim, podemos observar que um Blockchain PoW está consumindo mais recursos do que cria.

Ethereum

No caso da rede Ethereum, o consumo está perto de 300 terahashes por segundo. E, atualmente, a rede é dominada por fazendas de GPU. Existe uma estimativa que cerca de 10 milhões de GPUs produzem hashes à rede Ethereum. Recentemente houve a discussão sobre a substituição pela Innosilicon A10.

Ela atualmente anuncia que sua principal máquina chega a gerar 485 megahashes por segundo, consumindo 850 Watts. Observando isso e o fato da rede Ethereum consumir 300 TH – o que equivale a 300.000.000 MH – a rede ETH precisaria cerca de 618.557 máquinas A10.

E de consumo de energia seriam 4,6 bilhões de kWh por ano. O que equivale ao consumo do Afeganistão, por exemplo.

Litecoin

Ao analisar o consumo de energia do Litecoin, é bem parecido com o do Bitcoin. A diferença, do ponto de vista de mineração, é que o Litecoin usa a função hash, scrypt, destinada a tornar o Litecoin mais resistente a ASIC. Mas, essa resistência não durou muito tempo.

Tanto que hoje, a rede Litecoin é composta por equipamentos de mineração ASIC e de diferentes fornecedores. Um dos mais populares é o L3+, da Bitmain. O sistema é parecido com o L3, mas com o dobro de hash e consumo de energia.

Mês passado, a rede ficou em torno de 300 TH/s – o mesmo que 300 milhões de MH/s. Depois de revisões, conclui-se que o L3+ consome 800 Watts, gerando 500 MH/S. Então, seriam necessárias cerca 600.000 máquinas L3+, o que consumaria 4,2 bilhões de kWh anualmente. Algo equivalente ao consumo do Camboja.

Apesar da bolha no final do ano passado, o volume diário de transações permaneceu constante. Mesmo com o suporte dos processadores de pagamento, seu uso atual é provavelmente tão marginal quanto o do Bitcoin.

Monero

A matemática do Monero, no entanto, é parecida com a do Ethereum, já que a rede é dominada por GPUs. Mas, no início do ano, desenvolvedores da criptomoeda convenceram a bifurcação da rede para evitar o uso de ASICs. Isso resultou em uma divisão de forks, que são dominados por GPUs.

O fork com maior hashrate é o XMR, que ficou em torno de 475 MH/s. Parece pouco, mas depende muito de outros requisitos do sistema. O jeito mais próximo é analisar com base em um sistema também usado pela rede Ethereum – já que as duas criptomoedas são próximas.

O Vega 64 no Monero, gera cerca de 2.000 hashes por segundo, consumindo por volta de 160 Watts. Nisso, a média atual de hashrate é de 475 milhões. Para isso, são precisos 237.500 Vega 64s, consumindo cerca de 332 milhões de kWh por ano. Esse resultado é próximo do consumo do Haiti, para ter uma comparação.

Quanto a sua atividade econômica, muitos defensores gostam de comercializar a criptomoeda focando na privacidade. Alguns afirmam ser a melhor moeda para usar em interações com mercados darknet. Comparando com as outras moedas citadas, é provavelmente a menos usada.

FONTE

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