Como surgiu a Blockchain que conhecemos hoje?

Aqui neste portal você já leu sobre o que é blockchain, mas você sabe como ela surgiu?

A ideia por trás dessa tecnologia não é recente, pois sua mecânica de funcionamento vem de antes dos anos 2000. Entretanto, o modo que a conhecemos hoje teve origem em um documento datado de 2008. Trata-se de um estudo cuja autoria é creditada a Satoshi Nakamoto, o pseudônimo responsável também pelos bitcoins.

Nomeado Bitcoin: A Peer-to-Peer Eletronic Cash System, este documento é considerado o precursor das inovações da blockchain. Por meio dele e do desenvolvimento da rede Blockchain Bitcoin (2009), outras aplicabilidades para o encadeamento de blocos nasceram.

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Isto é, a tecnologia é encarada como uma inovação de caráter disruptivo no âmbito dos negócios desde o início.

Mas disruptivo em relação a que?

No sentido de romper com os modelos clássicos e transformar os meios de se firmar acordos comerciais.

Alguns princípios fundamentais alicerçam essa inovação já na sua criação. A atuação descentralizada e o sistema “peer-to-peer“, por exemplo, são dois deles. Ambos garantem a fluidez das transações sem que haja um intermediário para validá-las ou prevenir gastos duplos.

Há também o princípio de “proof-of-work” (em tradução para o português, “prova de trabalho”). Diz respeito à identificação única, calculada em criptografia, recebida por cada rede participante de uma transação específica. Quando é gerada, ocorre assim um registro, contendo o horário exato de criação e recebimentos.

Essa medida impossibilita possíveis alterações nos dados estruturais e previne as transferências de serem fraudadas. Tudo porque demandaria que o agente alterador fizesse modificações em todas as réplicas onde a identificação foi recebida. Além de recalcular cada uma, por retroatividade, isso geraria um enorme esforço computacional.

Outras marcas presentes desde o começo da blockchain são os princípios de consenso e sincronização. Enquanto a primeira toma a função de legitimar as transações pela aceitação da maioria envolvida, a segunda preocupa-se em realocar participantes na cadeia de blocos.

Estes princípios, unidos, formam a estrutura de uma rede blockchain. Fora do universo das criptomoedas, ela também pode ser utilizada para outros propósitos. Documentação, registro e eleições são apenas algumas referências.

FONTE

Gabriel Claudino

Gabriel Claudino Autor

Gabriel Claudino tem 23 anos, é ator e cursa Letras na USP (Universidade de São Paulo). Atua como criador de conteúdo no Portal do Blockchain.

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