Como as nações vêm lidando com o Blockchain?

O universo digital está cada vez mais orgânico atualmente, contudo como é visto o blockchain no mundo? Desde 2017, várias nações começaram a considerar a implementação de suas próprias criptomoedas nacionais.

O venezuelano Petro, o russo Cryptoruble e o estoniano Estcoin são exemplos de governos que utilizam o blockchain para criar criptomoedas. Mas em junho de 2018, não vimos muito progresso com essas moedas digitais.

Por exemplo, o venezuelano Petro foi declarado inconstitucional pela Assembleia Nacional da Venezuela em março de 2018. E muitos governos em todo o mundo criticaram este projeto. Embora Estcoin pareça ser um pouco mais promissor, a Estônia já cancelou (ou pelo menos reduziu) os planos de lançar sua criptomoeda nacional após críticas do Banco Central Europeu.

Embora a implementação de criptomoedas nacionais vistas até agora não pareça funcionar, muitas pessoas consideram a criação desses projetos como inevitável a longo prazo, o que trará mais eficiência e transparência às economias nacionais.

Melhores sistemas de votação

A fraude eleitoral continua a ser uma questão importante para os governos em todo o mundo. Voting machine hacks e votações intencionais de grupos no poder levaram a uma desconfiança desenfreada entre os eleitores. Os sistemas de votação baseados em blockchain têm o potencial de resolver esses problemas e obter ampla adoção.

Como os votos no blockchain são imutáveis ​​e podem ser rastreados em tempo real, os governos têm o potencial de determinar os vencedores das eleições de maneira mais eficiente. A estrutura pública do Blockchain também elimina a possibilidade de adulteração eleitoral. Follow My Vote e Polys são alguns exemplos de projetos blockchain trabalhando em tais tecnologias.

Ainda é desconhecido quando veremos esses sistemas implementados em nações como os EUA. No entanto, alguns preveem que 2019 ou 2020 é uma possibilidade provável.

Um pouco do caso Estônia

O alavanque do blockchain na vida cotidiana do país já é possível por causa de sistemas que vêm sido desenvolvidos. Um dos exemplos são os registros de médicos que permitem aos estonianos terem controle sobre todos os registros que seus médicos podem ver.

Os diplomas escolares em todos os níveis estão também na blockchain e os estonianos podem votar digitalmente online usando seus cartões de identificação exclusivos. Eles simplesmente fazem o login e votam de qualquer lugar do mundo.

Ainda há muito a ser explorado no blockchain. O que nos cabe agora, é torcer para que a tecnologia seja utilizada pra agregar socialmente.

FONTE

Lucas

Lucas Autor

Estudante de Letras (Português - Alemão) da Universidade de São Paulo. Diz que entende de cinema e espera escrever um livro, mas só espera mesmo.

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