China restringe bancos quanto ao uso de Bitcoin

Desde seu surgimento, a China restringe bancos de usarem o Bitcoin como moeda. Na última semana isso acabou sendo reforçado, pois foram alegadas preocupações com a lavagem de dinheiro e uma ameaça à estabilidade financeira.

A ação acontece no momento em que as autoridades monetárias de todo o mundo começaram a enfrentar a questão do Bitcoin. Ela que é uma moeda virtual cujo valor disparou nos últimos meses com o aumento do interesse. Parte de sua ascensão foi impulsionada pela intensa demanda vinda no moeda virtual chinês.

O aviso que restringe o envolvimento das instituições financeiras com a criptomoeda foi divulgado pelo Banco Popular da China e outros quatro ministérios e agências. A diretriz diz que a medida é necessária para “proteger o status do renminbi como moeda estatutária, prevenir riscos de lavagem de dinheiro“, garantindo assim a estabilidade financeira.

O anúncio dizia que o Bitcoin “não era uma moeda no real significado da palavra”, mas sim uma “commodity virtual”. Portanto, não compartilhando o mesmo status legal de uma moeda física.

No mês passado, em sinal de sua crescente aceitação, autoridades reguladoras americanas disseram em uma audiência no Senado que redes financeiras como Bitcoin ofereciam benefícios tangíveis para o sistema financeiro. Contudo, eles alertaram para o potencial de lavagem de dinheiro e outras atividades criminosas associadas a essas redes.

As declarações dos funcionários dos EUA, juntamente com a aceitação mais ampla da moeda virtual pelos comerciantes, ajudaram a impulsionar seu valor para além de US$ 1.100, conquistando mundialmente mais de US$ 11 bilhões.

A companhia caiu mais de US $ 100 na quinta-feira passada (28), de acordo com a bolsa Mt.Gox.

A medida chinesa veio depois que autoridades em Pequim expressaram algum apoio à legitimidade do Bitcoin. Yi Gang, vice-governador do Banco do Povo da China e diretor da Administração Estatal de Câmbio, disse em novembro que, embora a moeda virtual possa não ser favorecida pelo banco central, as pessoas devem ter a liberdade de participar do mercado.

Os membros comuns do público têm a liberdade de participar de transações com Bitcoin como uma espécie de atividade de negociação de commodities na Internet, desde que eles mesmos assumam os riscos“, disse em comunicado.

A explicação aponta que os Bitcoins possuem “riscos especulativos bastante altos”, devido ao mercado relativamente pequeno e às negociações de 24 horas, sem restrições à queda do mercado. 

Fora isso, seu preço “pode ser facilmente controlado por especuladores, criando turbulências severas e enormes riscos. Investidores comuns que seguem cegamente a multidão podem facilmente sofrer grandes perdas”.

Contudo, há exemplos de entidades de comércio desafiando a regulamentação chinesa. No distrito de Chaoyang (Pequim), um restaurante começou a aceitar os Bitcoins para pagamento.

FONTE

Beatriz Flor

Beatriz Flor Autor

Comentários