China critica bitcoins, mas eleva Blockchain!

Pelas inovações proporcionadas pela rede blockchain, já era esperado que começasse a se destacar positivamente pelo mundo. Então, não é tão surpreendente verificar que isso vem acontecendo com muita frequência!

Xi Jinping, presidente da China, destacou favoravelmente a tecnologia blockchain em discurso, contudo aproveitou para criticar os bitcoins.

Sua fala integrou a abertura das edições mais recentes do Encontro da Academia Chinesa de Ciências e o de Engenharia. Ambos encontros ocorreram em Pequim, no final do último mês.

O presidente Jinping afirmou que o sistema blockchain é “a mais recente geração da T.I.”, reconhecendo seu potencial. Contudo, o que chamou bastante atenção é que o país ainda continuará restringindo a utilização de criptomoedas, especialmente bitcoins.

Imagem via Pixabay
Além de blockchain, o que mais foi discutido nesses dois encontros?

Segundo o portal Trustnodes, o presidente pediu aos espectadores para elevarem a China ao posto de líder científica e tecnológica mundial.

Jinping, com auxílio de engenheiros e cientistas da elite do país, comentou que o século atual trouxe bastantes avanços globalmente. Contudo, enxerga que muito ainda pode ser conquistado, principalmente pela China.

Em seu discurso, foi frisado que tópicos como Inteligência Artificial, Tecnologia Mobile e Dados Quânticos compõem a geração mais recente da “Tecnologia da Informação”. Incluindo, em destaque, neste pacote a blockchain.

Todos estes fatores contribuíram para desenvolver novas áreas da Ciência Moderna – em especial, o campo da medicina.

Portanto, o presidente deixou claro que neste ponto estava presente a real importância de encontros como estes ocorridos em maio.

Blockchain é positivo, Bitcoins são negativos?

Ao menos para o líder chinês, sim. Apesar de apoiar a inovação que move as moedas digitais, como o bitcoin, o presidente ainda repudia seu uso.

Uma provável reprovação de bolsas e transações com criptomoedas está sendo colocada em pauta, pois esta medida preserva e ampara instituições financeiras e bancos nacionais.

De uma perspectiva histórica, a China apresenta um protecionismo com suas indústrias, empresas e comércios locais. Este comportamento não é novo, até mesmo porque impedia importação de certos produtos (físicos ou virtuais).

Exemplos deste resguardo: determinados queijos (como o francês) e até mesmo o aplicativo Whatsapp para smartphones.

Acionistas e investidores esperam que esse cenário seja modificado no futuro. Entretanto, já se mostram otimistas com o fato de Xi Jinping ao menos reconhecer a relevância e potencial da blockchain.

A República da China, embora demore para adequar-se a novos modelos globais, acaba por absorvê-los. Sistemas bancários do país começaram a aceitar pagamentos digitais com o WeChat Pay depois de outras nações pressionarem. Tal esforço colaborou para gigantes chineses da internet aumentarem seu capital.

Portanto, é uma questão de tempo até que as criptomoedas sejam vistas com outros olhos pelo mesmo mercado.

FONTE

Gabriel Claudino

Gabriel Claudino Autor

Gabriel Claudino tem 23 anos, é ator e cursa Letras na USP (Universidade de São Paulo). Atua como criador de conteúdo no Portal do Blockchain.

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