Como blockchain pode ajudar a resolver suspeita de fraude nas urnas?

Sempre que nosso país passa por um momento de exercício da democracia através do voto, dezenas de pessoas levantam um velho questionamento considerando a possibilidade de fraude nas urnas decidirem os rumos por aqui.

A ideia de que uma eleição pode ser manipulada dessa forma não surgiu de um dia para o outro, movimentações de partidos políticos sempre usaram esta carta como uma maneira de criar controvérsia no sistema eleitoral, gerando um sentimento de descrença em cima de argumentos como o de imprimir cédulas.

Hoje nós sabemos que sim, é possível que as urnas eletrônicas no Brasil sejam fraudadas, embora isso seja muito difícil, já que é necessário um contato direto e uma certa privacidade com cada urna para que algo do tipo aconteça sem que levante suspeitas.

Mas felizmente vivemos em tempos onde as tecnologias vivem modificando nossa sociedade e estamos em um ponto onde é possível anular dúvidas, como as de fraude nas urnas eletrônicas, através de sistemas modernos e capacitados para gerir um grande número de dados de maneira segura.

Estamos falando da tecnologia blockchain

A tecnologia blockchain chegou ao mercado industrial junto às plataformas de criptomoedas. Trabalhar com ativos financeiros que atribuem poder de compra ao consumidor é arriscado, ainda mais em um veículo de mídia como a internet onde qualquer um pode ir e vir, inclusive hackers.

Portanto desde o início do projeto bitcoin, foi necessário para os desenvolvedores pensarem em como manter os ladrões digitais longe da nova moeda que surgiu no mercado. Criando então um sistema de encriptação praticamente inviolável, com uma chance de falha beirando a inexistência.

Blockchain pode ser usado para evitar fraude nas urnas?

Nos últimos dez anos essa tecnologia evoluiu e passou a ser empregada das mais diversas maneiras por governos e empresas que buscam maior transparência em sua gestão, com o objetivo claro de deter desvios de dinheiro e outros tipos de crimes que se utilizam da burocracia pra tentar passar por baixo dos panos.

Em vários locais do mundo já se pensa seriamente em implementar o uso de plataformas deste nível de segurança. Países como os Estados Unidos, a Suíça, a Austrália e outros, incluindo alguns da África, já possuem estudos para que fraudes nas eleições sejam evitadas na raíz.

A forma de funcionamento do blockchain pode ser um mistério para muitas pessoas que não estão familiarizadas com essas “novidades” voltadas para o mercado econômico. Porém, o fato de que sua base de dados não permite a alteração das informações sem que um registro seja deixado, proporciona uma facilidade enorme na hora de realizar auditorias e na hora de manter em sigilo o autor do voto.

Aqui no Brasil alguns candidatos já conhecem as possibilidades do uso de blockchain, Marina Silva, especificamente, propõe o uso da plataforma em um projeto voltado para a segurança do eleitor. Ideia que também já foi proposta ao senado através do portal da cidadania, mas que não foi para frente por falta de apoio popular.

O maior problema é que estamos atrasados em resolver de vez qualquer questão referente à fraude nas urnas em eleições brasileiras, e é extremamente necessário que o governo tome medidas comprovadamente seguras na hora de decidir como resolver a situação. Não há outra forma se não usando da tecnologia.

Enquanto nosso sistema eleitoral não define o uso de uma plataforma segura para computar os dados, nós dependemos de soluções como a leitura biométrica para garantir o direito democrático dos cidadãos brasileiros.

É um começo, mas não deve parar por aí.

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Igor Seco

Igor Seco Autor

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