Blockchain é um sucesso na África do Sul!

Um verdadeiro sucesso! Esse foi o resultado dos testes realizados pelo Banco Central sul-africano ao implementar a blockchain em solo nacional.

Na última terça-feira (5) o Banco Central da África do Sul revelou que as transações eletrônicas feitas pelas agências passaram a usar a tecnologia Blockchain. O objetivo é que a implementação ajude a validar e assegurar as remessas realizadas no país.

Intitulado de Projeto Kokha, o teste durou por 14 semanas consecutivas e contou com o envolvimento dos principais bancos da região. A presença destas entidades como apoiadoras do projeto é de extrema importância. Porque garante que as pesquisas não sejam interrompidas de forma prematura.

Segundo o SARB, entidade bancária central, foram estabelecidas pausas de duas horas, enquanto testavam o monitoramento. Os números conquistados impressionaram.

O que foi alcançado?

De acordo com o relatório oficial da Coindesk, os pagamentos na região sul-africana somam aproximadamente 70 mil por dia. Normalmente, fluxos deste tipo acabam demorando de 24 a 72 horas para serem concretizados, entretanto com a tecnologia blockchain cada um levou cerca de 1 ou 2 segundos.

Entre os bancos que apostaram na ideia, foram destaques o Absa, Discovery Bank, Investec, Capitec e Standard Bank.

A empresa responsável por gerenciar as informações financeiras da região informou em nota que não quer limitar o uso da tecnologia. Pois o sistema pertencente à Consesys, instituição que trabalha com processos de ethereum, não será a única base para a blockchain.

Apesar do sucesso, o Banco Central da África do Sul espera mais medidas regulamentadoras sobre a cadeia de blocos digitais, para lançarem a proposta e, assim, reconhecer as reais intenções das demais instituições para com seu projeto.

O sistema testado compõem o Quorum, outro projeto financiado exclusivamente pelo JPMorgan. A tecnologia é constituída por registros DLT, distribuídos em grupos de dados.

Estes pacotes são redirecionados por uma grande rede de computadores, utilizando criptografia, como é comum para “livros-razão virtuais”.

As aprovações obtidas nesta empreitada poderão revelar modelos inovadores, que devem ser implementados em outros países. Por ora, esperara-se regulamentações para a aplicação prática da tecnologia. Uma vez realizadas, é possível esperar mudanças empolgantes no modo de se fazer negócios.

FONTE

Gabriel Claudino

Gabriel Claudino Autor

Gabriel Claudino tem 23 anos, é ator e cursa Letras na USP (Universidade de São Paulo). Atua como criador de conteúdo no Portal do Blockchain.

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