Blockchain será usado para transportes públicos em Teresina

O uso do Blockchain está cada vez mais perto de acontecer no Brasil. Segundo a publicação do Portal do Bitcoin, a cidade de Teresina, no Piauí, já revelou que vai implementar a tecnologia na administração dos transportes. O projeto será desenvolvido pelo Semplan (Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação) e pela Agenda 2030.

Por meio do sistema, a capital passará a armazenar todas as informações relativas ao transporte coletivo. Como cumprimento de ordens de serviço e relatórios de viagens, de forma pública e segura.

O objetivo principal é o de melhorar serviços e aproximar a sociedade na tomada de decisão da gestão pública, proporcionando uma comunicação confiável e direta. Em entrevista ao site da prefeitura, Gabriela Uchoa, coordenadora da Agenda, disse que procuram uma tecnologia mais avançada. Mas que já elaboraram uma proposta para melhorar o transporte.

“A ideia é que se crie um comitê de co-gestão e monitoramento desses dados e validação deles e toda essa parte de funcionamento que envolve o transporte coletivo seja monitorado através do sistema Blockchain”, explica.

A Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito – da OEA (Organização dos Estados Americanos) – e a Fundação Hyperledger – focada em projetos de Blockchain – também vão apoiar a ação.

A ideia também é transformar Teresina em uma cidade inteligente. O Blockchain, neste uso, trará mais confiança entre os envolvidos na melhoria do serviço do transporte público. E também o compartilhamento de responsabilidades para o bom funcionamento e eficiência. Além da priorização sobre a redução da emissão de gases estufa.

Esta iniciativa transformará a cidade como mundialmente pioneira nesse segmento. Mesmo com o desenvolvimento em andamento, a ideia segue sem datas. E sem previsão de começar a ser testada na prática.

Outros lugares para o Blockchain

Além de países como Inglaterra, Suécia e Ucrânia – e até o Brasil – já usarem Blockchain em bancos, Teresina está prestes a ser a primeira a usá-lo para políticas públicas. Mas outros países também vêm estudando maneiras de usar o Blockchain nesse meio.

A ideia central ainda está na segurança, principalmente governamental. A tecnologia vem sido vista para facilitar as contas do governo.

A Estônia, por exemplo, já pode ser considerada a maior referência no estudo de aplicação do Blockchain. Ex-república soviética, o país já vem sendo chamado de “Nação Blockchain”. Lá já é usado para a segurança de dados, como registros legais e médicos.

Como apresentado em outro texto, Dubai está querendo se tornar o primeiro governo a funcionar no Blockchain. O país quer, a partir da tecnologia, pode guardar os dados dos cidadãos dentro do sistema, observando individualmente cada cidadão e suas ações para com a comunidade.

Cada cidadão, através do sistema, pode até receber créditos, caso, por exemplo, economizar na energia.

O texto também apresenta a possibilidade de votações mais seguras realizadas online, com chances menores de burlar, já que o sistema fornece uma segurança única, na qual o registro, uma vez feito, não pode ser mudado. O uso online também chega a incentivar ainda mais o voto, pela facilidade e segurança.

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