Blockchain pode solucionar crise de medicamentos nos EUA!

A inovação da blockchain já vem sendo usada para outras finalidades que não moedas digitais. Mas, você sabia que ela pode ser a solução para o setor farmacêutico dos EUA?

As criptomoedas foram culpadas por piorar a situação de tensão sobre os opiáceos, porque facilitaram que as transações de medicamentos ocorressem de forma anônima. Porém, a tecnologia que as cercam pode ser a chave para resolver o problema.

Pois a Intel planeja unir forças com as farmácias norte-americanas, utilizando a blockchain para rastrearem as drogas. A medida pretende acabar com a crise de medicamentos extraviados ou receitas duplas nos EUA.

Imagem via Pixabay
Do que se trata essa crise e apreensão ligadas aos opiáceos?

Opiáceos são drogas derivadas do ópio. Com ação de analgesia, são muito requisitadas em terapias de dores crônicas ou intensas. Entretanto, há pacientes que procuram esses medicamentos para uso recreativo e acabam se viciando no efeito.

Essa crise iniciou com o aumento das vendas e aquisições de receituários para hospitais, drogarias e consultórios médicos estadunidenses.

Analgésicos como OxyContin e fentanil são alguns exemplos de opiáceos bastante procurados, embora necessitem de prescrição médica. Caso sejam ingeridos de maneira irregular, podem provocar overdose no usuário.

Portanto, um controle para distribuição destes medicamentos se mostra muito útil e necessário.

Como a blockchain agirá neste caso?

A cadeia de blocos determinará com exatidão quais postos de abastecimento tiveram as drogas desaparecidas. Além disso, a mesma tecnologia identificará quando um paciente apresenta múltiplas receitas de diferentes médicos para um mesmo remédio. Tal prática é encarada como possível indicação de vício.

David Houlding, da Intel Heatlh and Life Sciences, garante que o sistema irá reduzir bastante a “epidemia dos opiáceos”. Diretor na fabricante de chips, David não acredita que o problema será eliminado em definitivo, porém diminuirá os casos.

Esta abordagem está sendo colocada em prática, com resultados esperados até o final de julho. Empresas como McKesson e Johnson & Johnson estão fazendo seus registros na blockchain específica. Agora, ocorre uma avaliação do monitoramento dessas substâncias, desde sua partida no fabricante até chegar a residência dos pacientes.

Qual a meta da iniciativa e seus obstáculos?

Para o programa ser considerado um sucesso, é precisa inserir o mair número de empresas dentro do seu livro digital de registros. Outro desafio a ser enfrentado é de que todas cadastrem seus dados completa e corretamente.

Esta meta tem como objetivo auxiliar no cumprimento da Lei de Segurança da Rede de Abastecimento Médico. Com o rastreio, agências públicos do governo dos Estados Unidos poderão acompanhar o assunto de forma mais precisa.

FONTE

Gabriel Claudino

Gabriel Claudino Autor

Gabriel Claudino tem 23 anos, é ator e cursa Letras na USP (Universidade de São Paulo). Atua como criador de conteúdo no Portal do Blockchain.

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