Como o Blockchain pode mudar o processo eleitoral

Especialistas afirmam que através do blockchain, todo o processo eleitoral poderia ser muito mais simples e ágil, além de ser mais seguro, comparado a como é conhecido hoje.

Entretanto, é válido lembrar o que de fato é o blockchain.

Este termo está ligado a uma inovação que causou certo impacto em sua implementação, revolucionando uma área onde dados estão sujeitos a serem copiados, trocados, roubados ou até alterados com facilidade.

Funcionando como uma rede de vários blocos interligados, repletos de anotações em dados, cada um carrega uma impressão digital para preservar seu conteúdo, pois o bloco subsequente na cadeia leva tanto a impressão do seu anterior quanto suas próprias informações.

Além de reduzir custos em diversos tipos de transações, o blockchain garante transparência nos processos e gera maior segurança para todas as partes envolvidas.

Mas o que blockchain tem a ver com processo eleitoral?

Essencialmente: mais segurança.

Atuando de maneira criptografada, o sistema de blockchain faria os votos das eleições se propagarem pela rede, assim tornaria muito mais difícil qualquer tipo de modificação ou falsificação nos resultados.

Ainda nesta hipótese, os eleitores utilizariam um software que lhes dariam acesso ao sistema de votação dentro da corrente de blocos digitais. A emissão dos votos se daria por um certificado contendo os dados individuais de cada eleitor.

Assim, a identidade das pessoas seria preservada e a contagem de votos se tornaria mais transparente, pois todos teriam acesso ao “livro-razão” que traz as informações registradas sobre o processo eleitoral completo.

Alguns locais já pensam em implementar o blockchain na política. Um deles é Dubai, cujos documentos dos órgãos públicos da cidade poderão trafegar via uma rede blockchain governamental, com previsão de efetivação até 2020.

A Rússia também anunciou que vem desenvolvendo um programa, ainda em fase piloto e experimental, para monitorar os votos eleitorais.

Desde 2016, o governo russo estuda colocar em prática a ferramenta como forma de reduzir o risco de fraudes e aumentar a segurança durante as suas eleições.

No Brasil, existem algumas propostas no congresso sobre a utilização de blockchain durante as eleições, mas nenhuma concretizada por enquanto.

Sem dúvidas, o uso desta tecnologia no processo eleitoral pode impactar o mundo para sempre

Gabriel Claudino

Gabriel Claudino Autor

Gabriel Claudino tem 23 anos, é ator e cursa Letras na USP (Universidade de São Paulo). Atua como criador de conteúdo no Portal do Blockchain.

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