Blockchain pode acabar com a corrupção no Brasil

Com todo o conceito de segurança e notificação quanto as ações realizadas no Blockchain, a tecnologia pode se tornar uma arma contra a corrupção. Apesar da tecnologia ainda ser inicial, tanto por aqui quanto na América Latina, seus usos governamentais podem ser diversos.

Seu objetivo de ser criado para registrar, verificar e validar operações pode abranger seu uso. Ainda mais usada em bancos aqui no Brasil, a tecnologia pode mostrar eficiência e encaixar em diferentes negócios. Um deles pode ser transformar o Blockchain em uma plataforma de transformação digital.

Em entrevista ao site Olhar Digital, o co-fundador da Smartchains, Bernardo Madeira explica que tem potencial para reduzir custos ou possíveis sonegações de impostos. Até porque, uma vez que uma receita fizer parte da rede de Blockchain, será debitado diretamente do custo do item.

Quanto ao fim da corrupção, não há uma garantia certeira.

“O mais importante é que irá mudar o comportamento do brasileiro. Porque, com o Blockchain é muito mais fácil ficar na regra. Você precisaria muito mais investimento para quebrar a regra, do que se adequar a ela. Portanto, o Blockchain definitivamente irá trazer uma mudança cultural”, completa.

O registro de transações e dados também é outro fator importante a se observar. Ao ser usado na política, o controle governamental sobre, não só os cidadãos, mas também sobre os políticos será muito maior. A rede também fornece informações sobre mudanças mínimas, e detalhe, tudo com acesso público.

Blockchain além da corrupção

Em 2017, a tecnologia chegou a ser usada no Rio de Janeiro, com a criação do aplicativo Mudamos+. Desenvolvido pelos advogados Marlon Reis e Ronaldo Lemos, o projeto tem o objetivo de coletar assinaturas. Mesmo online, Marlon garante a validade da coleta.

“A Constituição fala apenas em subscrição ao projeto, e não sobre o meio de coleta das assinaturas”, explica em entrevista ao site Politize.

A segurança também passa ser maior do que do papel. Não só pelo registro transparente, mas porque, para a assinatura ser validada, é preciso compatibilidade dos dados. “Nada disso existe na coleta de assinaturas em papel, em que o cidadão pode simplesmente colocar qualquer dado. Por isso, o risco de fraudes é muito menor pelo Mudamos+”, completa.

Com isso, o aplicativo tende a servir como uma rede aberta para apresentar projetos de lei aos cidadãos. Nisso, existe também o projeto Voto Limpo. Ele tende a prever a cassação em casos de compra de apoio político.

Esse passo dado pode encaminhar o Blockchain para outro patamar na política brasileira. Como citado no texto Conheça diferentes usos do Blockchain,  pode ser usado para votações. Com mais segurança e com menos chances de burlar, o uso online também pode incentivar a atitude do voto.

O texto apresenta que Dubai está querendo se tornar o primeiro governo a funcionar no Blockchain. Caso funcione, é possível que o Brasil tome o mesmo caminho.

FONTES

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