Blockchain abre a economia do Quênia!

A banca de vegetais frescos de Janeffer Wacheke em Nairobi (Quênia) utiliza um aplicativo que combina a tecnologia inovadora do blockchain e economia para resolver um problema que os bancos nacionais não conseguem solucionar. Agora, mede a qualidade de crédito dos negociantes na economia informal de US$ 20 bilhões do país.

Com 40 anos de idade e mãe de dois filhos, Janeffer está entre centenas de varejistas de pequeno porte que podem usar seu celular para obter empréstimos para comprar tomates, cebolas ou bananas diretamente dos produtores e entregá-los a queniana Twiga Foods Ltd.

Wacheke, assim economiza uma viagem ao mercado, onde teria que pechinchar sobre os preços e depois transportar as mercadorias sozinha. Está reduzindo seus custos e ajudando-a a construir um histórico de crédito.

Minhas orações foram atendidas“, disse Wacheke enquanto colocava tomates em um caixote para sua barraca nos arredores de Nairobi. “Nos negócios, você precisa ser rápido. Quanto mais você paga, mais você obtém empréstimos maiores e mais você pode vender. Isso realmente me ajudou“.

Como funciona?

O aplicativo oferecido pela Twiga Foods Ltd. usa o sistema famoso por reger as criptomoedas para monitorar como um comerciante ordena seus estoques e históricos de pagamento.

A plataforma é móvel – desenvolvida pela International Business Machines Corp. – e busca resolver um grande obstáculo da África: a falta de financiamento.

Pequenas empresas na África enfrentam uma lacuna de empréstimo de US$ 331 bilhões. No Quênia, a demanda de micro, pequenas e médias empresas (ou MPMEs) é estimada em US$ 6,5 bilhões por ano, segundo a provedora de empréstimos 4G Capital.

Melhor acesso

Os bancos da maior economia da África Oriental têm sido contra a emprestar para pequenas empresas, porque não conseguiram avaliar os riscos de entidades individuais.

Empresas como Twiga e a IBM processaram mais de 220 empréstimos para quiosques de comida pequena, como a barraca de Wacheke, durante um programa piloto de oito semanas. Durante a fase experimental, os empréstimos foram em média de cerca de 3.000 xelins (30 dólares) cada e ajudaram a aumentar o tamanho dos pedidos em 30% e os lucros para cada varejista em 6%, de acordo com as empresas. Os empréstimos variaram de quatro a oito dias, com taxas de juros de 1% a 2% no total e podem ser estendidos a outros países da região na próxima fase.

Se você colocar todo o histórico de transações no blockchain, então você tem algo que não muda para sempre e você está formando a história“, disse Solomon Assefa, vice-presidente da IBM Research no Quênia. “Essa informação permite que os bancos expandam seu alcance, o comerciante tenha acesso ao crédito e o agricultor tenha acesso ao mercado”.

Dadas as dificuldades de analisar as complexidades da economia informal, Olaka disse que a tecnologia não deve ser vista como um “remédio miraculoso”, mas a blockchain tem potencial para ser uma solução aos problemas de investimento na África.

FONTE

Beatriz Flor

Beatriz Flor Autor

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