“Blockchain antes do Bitcoin” segundo presidente da China

O presidente da China, Xi Jinping, levou a política interna orientada pelo Blockchain a outro nível: o líder do país mencionou o sistema como “uma parte da revolução tecnológica”. Reiterando, assim, a máxima já comentada anteriormente quando destacou a tecnologia e repreendeu a criptomoeda: “blockchain antes do bitcoin”!

Nos últimos dias, o banco central chinês desenvolveu um sistema para emitir cheques baseados em blockchain em vez dos de papel. Mostrando que, além de elogios à rede, há ações em andamento. Contudo, esta adoção da China à cadeia de blocos virtuais pode se ligar à regulamentação severa de criptomoedas no país.

Mercado forte, mas conturbado

A China é um participante importante no mercado de Bitcoins, hospedando uma fatia substancial das mineradoras e o loume dos negócios – 50 a 70% da  mineração mundial da criptomoeda em 2017 ocorreram só no país. Embora ambos os fatores tenham sido mais impressionante antes de uma onda de supressão regulamentar, o comércio das moedas virtuais sofre repressão pelo governo chinês.

Além de ter restringido a operação das bolsas locais e da OIC no ano passado, as pessoas na China podem ter bitcoins, mas não têm permissão para trocá-las legalmente em exchanges.

Além disso, o notório setor de mineração da China também foi atingido por órgãos reguladores, forçando os mineradores locais a se mudarem. Portanto, a fabricante chinesa de chips ASIC, Bitmain, a mineradora mais lucrativa do mundo, decidiu usar a inteligência artificial como fonte alternativa de receita.

As tendências repressivas do Estado foram certamente notadas pelo mercado global: por exemplo, em janeiro, quando a China introduziu outra ofensiva contra as criptomoedas, o Bitcoin (BTC) caiu rapidamente para seu nível mais baixo em apenas um mês. Parelho, a Ethereum (ETH) apresentou um declínio de 19% e Ripple (XRP) colapsou em 29%.

Breve histórico do relacionamento da China com criptocorrências e OICs

A China parece bastante cética quanto ao uso desta nova espécie de dinheiro. O começo de seu relacionamento complexo com Bitcoin pode ser rastreado até 2013, quando o Banco do Povo da China (PBoC) notou que a moeda estava ganhando popularidade no país.

Em dezembro daquele ano, o órgão de fiscalização, juntamente com outros cinco, emitiu um comunicado apelidado de “Aviso sobre prevenção de risco financeiro de Bitcoin”. Ali foram apontados diversos fatores para alertar os investidores: baixa segurança devido à falta de uma entidade centralizada moeda.

Assim, todos os bancos e organizações financeiras foram proibidos de realizar quaisquer operações relacionadas à criptografia, e todas as empresas que oferecem serviços envolvendo a Bitcoin foram obrigadas a registrarem-se junto às autoridades competentes e a seguir procedimentos de know-how-customer (KYC) para evitar lavagem de dinheiro, evasão fiscal, etc.

Portanto, a moeda pode ser negociada em sua forma original, mas não pode ser trocado por moeda fiduciária, nem pode servir como meio de pagamento.

FONTE

Beatriz Flor

Beatriz Flor Autor

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