Bitcoin não é mais a principal criptomoeda da DeepWeb

Com o passar do tempo, o Bitcoin deixou de ter a força de antes dentro da DeepWeb. A concretização foi dada através da companhia de tecnologia Recorded Future. Na pesquisa publicada em fevereiro deste ano, a empresa analisou, através de declarações dos usuários da rede, insatisfação com a criptomoeda como veículo de pagamento.

Em 2017, a popularidade do Bitcoin entre usuários domésticos e investidores resultou em um crescimento de carga no Blockchain. Consequentemente, as taxas aumentaram – as vezes, dez vezes maiores – tornando qualquer transferência inviável dentro da DeepWeb.

Seu conceito se baseia na ideia de registros completos de cada transação, o que o torna quase à prova de falsificação. A tecnologia também torna as redes de Blockchain seguras, com confiança na distribuição de histórico de transações. E isso cria uma facilidade de usuários gastarem as moedas mais de uma vez. Para impedir, fornecedores tomaram providências.

A principal foi a de exigir três confirmações antes de concluir uma transação. Já que qualquer acordo exige uma rapidez em transações, em acordos ilegais, essa velocidade dobra.

As exigências criadas prejudicam o anonimato dos usuários, sendo que os mesmos passam a desconfiar de outros, onde em cada minuto de atraso, aumentam as chances de roubo.

No entanto, a Bitcoin continua sendo padrão, com todos ainda aceitando-a como pagamento. Mas, segundo a conclusão da pesquisa, isso deve ser mudado nos próximos seis ou 12 meses.

Outras moedas além do Bitcoin

A mesma análise revelou outras criptomoedas que já tomaram o lugar do Bitcoin. Na “internet escura”, o Monero passou a ser a principal alternativa e possível substituta. Com 21,82% de popularidade, tem características parecidas do Bitcoin, com a diferença de ser pouco transparente quanto as transações.

Pelo seu sistema, fica impossível identificar os usuários e os valores. Seu desenvolvimento surgiu com o objetivo de prezar o anonimato, capaz de evitar repreensão de grupos, empresas e governos. Com estes quesitos, a criptomoeda passa a ser mais agradável aos usuários, que, nesta situação, buscam ainda mais segurança.

Logo atrás, vem o Dash (20,61%) e o Litecoin (15,15%), tornando-se, assim, futuros principais entre os anônimos. A velocidade de transação e a baixa popularidade, comparada a Bitcoin, pode alterar o cenário atual desse meio.

O que é a DeepWeb? 

Definida também como “internet profunda”, é o termo utilizado para estabelecer um conjunto de sites e servidores “invisíveis” da internet comum. São páginas que precisam de mecanismos específicos para seu acesso, que gera uma rede anônima, com sites sem um acesso principal.

Portanto, sem o conhecimento geral e fiscalização, a rede fornece serviços e conteúdos ilegítimos, indo de documentos secretos a compra de drogas.

FONTES:

Fonte01

Fonte02

 

 

 

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